segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013 - além da Planície Proibida


É meu desejo que em 2013 possamos entender a natureza dos obstáculos e superá-los.  Ir além da PLANÍCIE PROIBIDA – reencontrar a Alegria e o Amor que os inimigos ocultos (esses disfarçados de amigos)  insistem em apagar de nossas almas.
Quadro "Além da planície proibida" de Carlos Zemek. Ver: http://www.cazemek.blogspot.com.br/


Ter confiança e coragem para tomar decisões e realizá-las.
Ter firmeza para dizer "não" quando essa palavra é necessária.

Diante de qualquer entrave pensar : "Essa é uma luta para quebrar brinquedo, não é parte da grande preparação”.

E neste mundo de brinquedos, de jogos, de falsidade, de vaidade, no qual parece fundamental mostrar que somos felizes, sempre felizes, de dia e de noite, como se o mundo fosse um parque de diversões e os seres humanos deuses imortais, sempre alegres, sorridentes, sem perguntas e sem respostas, (bonecos alegres e indiferentes ao sofrimento do mundo), vamos ler essa bela página da Bíblia:
TEMPO PARA TUDO 
Tudo neste mundo tem seu tempo;
cada coisa tem sua ocasião.

Há um tempo de nascer e tempo de morrer;
tempo de plantar e tempo de arrancar;
tempo de matar e tempo de curar;
tempo de derrubar e tempo de construir;

Há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar:
tempo de chorar e tempo de dançar;
tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las;
tempo de abraçar e tempo de afastar;

Há tempo de procurar e tempo de perder;
tempo de economizar e tempo de desperdiçar;
tempo de rasgar e tempo de remendar;
tempo de ficar calado e tempo de falar.
Há tempo de amar e tempo de odiar
tempo de guerra e tempo de paz.
Eclesiaste 3, 1-8

FELIZ 2013

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A casa paterna (poema de Isabel Furini)


Trituradas as guelras do silêncio
sobre o velho álbum fotográfico.

O pai (morto há anos) sobrevive nos retratos desbotados.
Revelam-se fisionomia e emoções.

Quantos olhares,
quantos rostos deixei submersos
nos interstícios da memória,
quantos exílios na areia do passado e exílios futuros
projetados no palco dos sonhos.

Genealogias, uivos e fumaça despencam do
álbum fotográfico aberto sobre a mesa.

Observam-nos os mortos,
pousam nas fotografias como estacas de mutismo.

Amam-nos.
Esperam-nos (sedentos de carinho) com os braços paralelos
abertos entre galáxias de culpa e de mistério.
                                                               Imensamente abertos.

Isabel Furini é escritora e poeta premiada.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Frases de Paulo Coelho - quadro de Carlos Zemek


Final de ano. O novo ano pode trazer renovação, força e alegria.

Um bom momento para olhar livros que falam do caminho espiritual.

Em "O Manual do Guerreiro da Luz" de Paulo Coelho (editora Objetiva), lemos:

"A medida que o guerreiro aprende com seu mestre espiritual, a luz da fé também brilha em seus olhos, e ele não precisa provar nada para ninguém. Não importam os argumentos agressivos do adversário - dizendo que Deus é superstição, que milagres são truques, que acreditar em anjos é fugir a realidade.


Assim como o lutador, o guerreiro da luz conheço sua imensa força". (...)




Esse quadro de Carlos Zemek fará parte da exposição "Natal, viagens e fantasias", no SESC Água Verde, Curitiba.  Vernissage: 12 de dezembro/2012, 19 horas. ENTRADA FRANCA.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

PALESTRA DA PROFESSORA KATIA VELO


PREFEITURA DE SJP REALIZA PALESTRA SOBRE A 30ª. BIENAL DE SP E LANÇA VÍDEO EDUCATIVO SOBRE O MUSEU ATÍLIO ROCCO

A Prefeitura de São José dos Pinhais, através da sua Secretaria de Cultura, realizará no próximo sábado (8), no Museu Atílio Rocco, a partir das 10h30, palestra sobre a 30ª. Bienal de São Paulo - com ênfase sobre o Bispo do Rosário com a artista plástica, professora de Arte e colunista cultural, Katia Velo. No mesmo dia, às 10h, será exibido o curta-metragem“Muito Gás", direção de João Fernandes e assistência de Fernando Klug. O filme, resultado do projeto-cinema iniciado há cerca de um ano por João Fernandes e Fernando Klug junto à Escola de Linguagens Culturais, é uma visita divertida e singular ao Museu Atílio Rocco.

Ambos têm como objetivo estimular a reflexão sobre as produções contemporâneas e, principalmente, sobre a relevância da Bienal nestas trinta edições, além da valorização do patrimônio material. 


Sobre a palestra, Katia Velo destaca “O Bispo provoca um encantamento e um questionamento sobre o limite entre sanidade/loucura, artista e produção artística, ou seja, temas atuais e motivadores.” A Chefe de Divisão de Artes Plásticas da Secretaria de Cultura, Marcela Silvério conclui “A arte contemporânea permite que o artista exerça seu trabalho com mais liberdade, tendo em vista que não se atem, necessariamente, ao novo e ao original ou a preceitos estabelecidos, dá margem a pensamentos e interpretações diversas da arte na atualidade. Nesta mesma linha, vem de encontro o tema '30ª Bienal de São Paulo', o qual também remete a uma reflexão sobre a arte produzida atualmente. Assim sendo, esta palestra, assim como, a apresentação do vídeo corroboram, e muito, com a atual proposta da Secretaria Municipal de Cultura, que é a da participação efetiva da população tanto na elaboração dos planos de trabalhos quanto na execução destes. Respeitando as tendências e aclamações dos fazedores de cultura da atualidade e suas regionalidades, bem como, estimulando o hábito de pensar, executar e valorizar a arte e o artista local."

Ao final da palestra, todos os participantes receberão certificados.

Serviço:
Vídeo: Com Gáz de João Fernandes, direção Fernando Flug
Horário: 10h00Palestra: Arte Contemporânea / 30a. Bienal de SP - Bispo do Rosário com Katia Velo
Horário: 10h30
Local: Museu Atílio Rocco, Rua XV de Novembro, 1660 (próximo ao Shopping São José) - Centro - São José dos Pinhais / PR
Entrada Franca
Informações: 41 3381-5900 Museu Atílio Rocco - 41 3381-5909  Secretaria de Cultura de SJP.
Foto: Katia Velo na exposição "Imagens do Mundo" - Estação Business School.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

NATAL, VIAGENS E FANTASIAS





EM 12 de DEZEMBRO, 19 horas, no SESC ÁGUA VERDE:

LANÇAMENTO DO LIVRO: "NATAL, VIAGENS E FANTASIAS"[/color][/b] organizado pela escritora Isabel Furini, com a participação dos alunos da oficina que ela ministra.

Prefácio de Marcelo Spalding.
Convidado especial: Rodrigo Domit.
Participam do livro: Alexandra Barcellos: Ana Paula Lemos Pinheiros, Eliziane Nicolao Lobo Pacheco, Fernando Botto, Luciana Souza, Luiza Guarezi, Susana Arceno Silveira, Silvia Maria de Araújo, Willians R. Mendonça. Contos em parceria: Adriana Menendez e Sonia Andrea Mazza.

CORAL THALIA – com repertório especial de músicas natalinas.

CARTÕES DE NATAL – das crianças do Erasto Gaertner.

EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS:

ARTE DIGITAL de Carlos Zemek.

PINTURA: 
Alexandre de Paula, Carlos Zemek, Célia Dunker, Dirce Polli, Gustavo Cardoso Melo, Ilia Ruiz,  Jeffe Cor, J. Bonatto, Katia Velo, Mercedes Brandão, Neiva Passuello, Sandoval Tibúrcio, Valéria Sípoli, Vavá Diehl,  Jeffe Cor, Rosa Miller. Curadoria: Dirce Polli.

ESCULTURA: Regina Tiscoski.

ENTRADA LIVRE

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Poema de Benilson Toniolo - quadro de Mabel Moratilla


Quadro da artista plástica Mabel Moratilla

VENEZA
Benilson Toniolo 

Quando Veneza abriu-me os braços
-os braços verdes em fuga-
Eu morri.
Foi como voltar ao ventre,
Foi como encontrar um solo,
Foi como chegar à praia
Enquanto as casas espreitavam
Meus negros olhos de carne.

O gondoleiro falando inglês,
Sua camisa listrada,
Sua voz que não é nada,
Não são –nunca foram- Veneza.
O alemão endinheirado
E sua cara vermelha
Nunca levará Veneza
Em suas máquinas e filmes,
Pois Veneza não se move.

Eu é que sou a Cidade.
Seus canais, trago nas veias,
Seus meninos são meus filhos,
São minhas suas mulheres,
Meu sangue em seus labirintos.

As águas, levarei nos olhos,
Quando tiver que ir embora.

sábado, 1 de dezembro de 2012

VENEZA - Tela de Maribel Moratilla e poema de Marli T. Andruchi Bordoli


Tela da professora Maribel Moratilla, artista plástica mexicana que mora na Espanha.

VENEZA
Um olhar



de cima da ponte Rialto,
Fixo o olhar
Tanto brilho de cores,
Tantas cores com seu brilho.
A música está no ar.
As Gôndolas levam o amor
As águas que são ruas
Ruas que são canais
Casas que estampam mistérios
Junto ao perfume das flores
As águas dos canais refletem
A beleza da magia que está
Refletindo
Veneza!
Em Veneza!
Poema de Marli Terezinha Andruchi Bordoli inspirado na tela "Venezia" de Maribel Moratilla.

ECOS DO FOGO (Quadro de Valéria Sípoli e poema de Isabel Furini)

FOGO

O eco do fogo
de Prometeu.

O eco do fogo
do discernimento.

Fogo,
sempre fogo no centro.

Fogo no centro da Terra,
e o fogo do amor
no centro da alma
acende fogueiras.

Isabel Furini (Inspirado na tela "Ecos do Fogo" de Valéria Sípoli).





quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Lançamento livro de Natal no SESC Água Verde


Convidados pela coordenadora cultural do SESC Água Verde, organizamos um evento especial para Natal com lançamento de livro de contos, exposição de arte, coral e cartões de Natal. ENTRADA FRANCA


EM 12 de DEZEMBRO, 19 horas, no SESC ÁGUA VERDE:

LANÇAMENTO DO LIVRO: "NATAL, VIAGENS E FANTASIAS"[/color][/b] organizado pela escritora Isabel Furini, com a participação dos alunos da oficina que ela ministra.

Prefácio de Marcelo Spalding.
Convidado especial: Rodrigo Domit.
Participam do livro: Alexandra Barcellos: Ana Paula Lemos Pinheiros, Eliziane Nicolao Lobo Pacheco, Fernando Botto, Luciana Souza, Luiza Guarezi, Susana Arceno Silveira, Silvia Maria de Araújo, Willians R. Mendonça. Contos em parceria: Adriana Menendez e Sonia Andrea Mazza.

CORAL THALIA – com repertório especial de músicas natalinas.

CARTÕES DE NATAL – das crianças do Erasto Gaertner.

EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS:

Arte digital de Carlos Zemek.
Pintura:

Alexandre de Paula, Carlos Zemek, Célia Dunker, Dirce Polli, Gustavo Cardoso Melo, Ilia Ruiz,  Jeffe Cor, J. Bonatto, Katia Velo, Mercedes Brandão, Neiva Passuello, Sandoval Tibúrcio, Valéria Sípoli, Vavá Diehl,  Jeffe Cor, Rosa Miller. Curadoria: Dirce Polli.

Escultura: Regina Tiscoski.

ENTRADA LIVRE
Esse belo quadro é da artistas plástica Katia Velo e fará parte da exposição do Natal do SESC Água Verde - Preço: R$ 180,00.

sábado, 24 de novembro de 2012

MEME MOI (poema de Andréia Carvalho - quadro de Carlos Zemek


O quadro "A planície Proibida" do artista plástico Carlos Zemek fará parte da exposição "Pensamentos de artistas" do Hotel Lucania,  Comodoro Rivadavia, Patagonia, Argentina.

MEME MOI
santo, santo, santo
dá-me a mesa de vidro
quatro patas na beira do mar
ancorada na areia
abduzida

dá-me santo corpo
alimento
alienígena

acima do transporte das enguias
o banquete de tuas cinzas
lascas nuvem epífitas

abaixo do intrincado altar
a convulsão da água
alga polvo arraia

tenho uma navalha na córnea
e o olfato de um cão
andando na luz

vê-me
manancial de raio
molécula
radar
neurônios bifurcando-se
cogumelos de néon
mastigando
em negrume
o músculo vítreo
de netuno
oblíquo

alquímico,
santo, santo
líquido

Do livro de poemas "Camafeu escarlate", de Andréia Carvalho, publicada pelo Lumme editor.


Quadros do artista plástico Carlos Zemek, os quadros estão a venda no ateliê do artista, na Al. Augusto Stellfeld, 357, Centro Filosófico Delfos. Informe-se pelo e-mail: cazemek@yahoo.com.br - Fone (Celular): 41-9831-2389.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Poema de Isabel Furini - quadro de Vera Freitas


A solidão despenca com as folhas 
circula nas artérias,
extravasa das retinas
e permanece dependurada na tela.
 
Isabel Furini


Quadro de Vera Freitas, que faz parte da exposição "Imagens do Mundo", no Estação Business School.

Exposição aberta até 18 de dezembro/12.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Exposição "Imagens do Mundo"


Os artistas: Sandoval Tibúrcio, Rogério Bittencourt, Cássia Mocellim, Carlos Zemek, Vanice Ferreira, Lu Freire  (expondo o quadro de seu avô Daniel Freire) Mercedes Brandão, Vera Freitas, filho de Lu Freire, Celia Dunker, Katia Velo e Valéria Sípoli.

 O artista global Gerson Delliano e o artista plástico e curador Carlos Zemek.
 O curador Carlos Zemek, e os artistas: Dirce Polli, Rogério Bittencourt, Vanice Ferreira e Cássia Mocellim.

 Ocurador Carlos Zemek e a artista plástica Neiva Passuello. O quadro representando duas crianças na praia é de Neiva Passuello.
Artistas e amigos na Exposição "Imagens do Mundo"

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Leileca Come-Come no Pomar - livro infantil




Olá crianças, no domingo curitibano o pessoal gosta de visitar a feirinha de artesanato do Largo da Ordem e bem pertinho de lá, na Casa da Cultura Polônia-Brasil, na rua Ébano Pereira, a partir das 10 horas, a escritora Ione Adad e a ilustradora Márcia Széliga estarão autografando o lindo livro que conta a história infantil da Leileca.

domingo, 21 de outubro de 2012

Como ensinar poesia na escola?


Poesia!  Ela está voltando com força renovada. Poesia é sinônimo de emoção estética.  É a força da palavra usada para mexer com o emocional humano.
Ela nos leva pelo mundo mágico da imaginação, dos jogos linguísticos, das ideias escritas com rima, com ritmo.

A poesia não é somente fruto do significado, mas também do significante.

E as figuras de estilo são importantíssimas para criar um texto interessante. Um texto que capture o leitor. Atualmente, as figuras de estilo são assunto de estudo em cursos de redação publicitária, de propaganda e de marketing. As figuras de estilo aumentam a expressividade, a emoção do texto.  E todos os poetas queremos escrever e ouvir textos que entusiasmem, com palavras que energizem as ideias.

Geralmente, consideramos três tipos de poemas: lírico, dramático e épico. O lírico possui ritmo e musicalidade e está relacionado à música. É devemos lembrar que as crianças gostam de música, de canto, de declamar poemas, de brincar com palavras e escrever poemas.

Por isso, as aulas de poesia para crianças devem ser lúdicas. Confesso que pensei muito nesse assunto ao escrever o livro "O grande poeta – figuras de estilo e poemas divertidos", publicado pela Matrix editora - http://www.matrixeditora.com.br/


O livro "O grande poeta" da Matrix editora é um livro que diverte enquanto ensina como escrever poemas.  As crianças vão aprendendo as figuras de estilo enquanto brincam com as palavras. Crianças gostam do jogo linguístico.   O aprendizado não pode ser rígido nem cansativo. Os alunos necessitam divertir-se, brincar  com palavras e ideias. Podemos dizer que as crianças gostam de poetizar.

Na realidade não ensinamos a escrever poesia, só orientamos. Cada criança terá uma reação diferente. O educador deve respeitar essas diferenças.

É  necessário fazer ênfase nos efeitos de sonoridade, de imagens, de movimento.  A finalidade das aulas de poesia para crianças é despertar o espírito poético. Estimular o gosto pela poesia. Não podemos esperar que todos sejam poetas, mas que apreciem ler poemas, declamar, escrever.

A poesia para crianças pode começar com "jogo de palavras". O educador coloca uma lista de palavras que rimem e solicita que os alunos criem poemas com essas palavras.

Outros estímulos também podem servir para criar poemas. Por exemplo: falar sobre a metáfora e solicitar aos alunos que escrevam metáforas.  Depois  elaborar o poema baseando-se em alguma metáfora. É preciso dar liberdade.

Alguns alunos farão poemas de pequenos de dois versos (dísticos) enquanto outros escreverão poemas longos. O professor deve estimular a produção poética e entender que alguns alunos terão mais capacidade criativa. O trabalho não é julgar os poemas, mas estimular a criação poética.

O livro "O grande poeta" que publiquei pela Matrix editora é um guia para que os pequenos possam entender essa arte maravilhosa, que é a arte poética.

Isabel Furini é escritora e poeta premiada. Contato: isabelfurini@hotmail.com

sábado, 6 de outubro de 2012

RESULTADO 4° CONCURSO POETIZAR O MUNDO

GANHADORES

Poema Inspirado no quadro "Um olho no universo"  do artista plástico Carlos Zemek.
Essa obra foi adquirida pela escritora Susana Arceno Silveira, de Curitiba, PR.




1º Lugar: Andressa Barichello - Curitiba, PR, Brasil.

 UNIVERSO EM UM OLHAR

Um olho no universo
Olho de sol
Olhar de lua
Uni-verso imerso
na retina tua.

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Poema inspirado no quadro "A Fronteira do Universo", de Carlos Zemek.


2º Lugar: Renata de Aragão Lopes, de Juiz de Fora, MG. Brasil

ESTRELAS

Espia, que o céu é comprido.
Confia, que o céu não tem fim.
Satélites mostram galáxias.
Quantas estão no camarim?


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Poema inspirado no quadro "A Fronteira do Universo", de Carlos Zemek.


3º Lugar: :    André Luís Soares  - Guarapari, ES, Brasil.

FRONTEIRA DO UNIVERSO

Na fronteira do universo
– lá onde findam os céus –
tem-se o tributo derradeiro:
duas moedas pro barqueiro...
adeus!

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MENÇÕES HONROSAS

Tela do artista plástico Carlos Zemek: "Os Andes e o Mar".



4° Lugar: Zenaide Alós Guimarães Abati - Porto Alegre, RS, Brasil.

É PRECISO

É preciso ser mar

Para entender a saudade

Da onda.

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Inspirado na tela:Em Um Mar Alienígena, de Carlos Zemek


5º Lugar Janaina Santos Barroso - São Bernardo do Campo, SP, Brasil.

PLANCTONS E ESTRELAS

No fundo e escuro desconhecido
Reinam os fugitivos da areia
Estranhos somos nós
Aos olhos dos homens-sereia...


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Tela: As quatro irmãs gêmeas, do artista plástico Carlos Zemek.



6º Lugar: Cleomâncio Inácio Miranda, São Paulo, Brasil.

DANÇA ÀS MARIAS

De nome céu, um berço embala quatro irmãs iguais.

Eis que uma dança, a esmo, alumiando as demais.

Agora mais que companhia, ela é quem guia as três Marias:

Se torna delas mãe e pai.


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Poema inspirado na tela: A Fronteira do Universo




7º Lugar: Rosana Banharoli, Santo André, São Paulo, Brasil.

FIO DE ARIADNE

No Firmamento, estrelas choram vidas.
Enquanto no Sibilino, a temporalidade cósmica dança.
Já,  aqui na Terra, perscruto fronteiras
            a juntar os fragmentos
destes    inícios  que  me     constroem.


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Poema inspirado na tela: A montanha e o mar, do artista plástico Carlos Zemek.


8º Lugar: Tiago Luz - Rio de Janeiro, Brasil.

A Montanha: (a)Mar
Pacíficas, as águas me beijam:
Íntima carícia de quem ama.
E grão por grão, escorre meu coração
No infinito azul desta dama...
Eu, a montanha: um vulcão!


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Poema inspirado na obra do artista plástico Carlos Zemek:


9º Lugar: João Baptista Coelho - Domingos de Rana, Portugal.

RETRATO DE UM PINTOR

Zemek, na pintura, um outro mundo
que nos transporta além da obra artística.
Um conceito novo e bem profundo
da Vida aonde o sonho é mais fecundo
pois ultrapassa, até, a própria mística.


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Inspirado na obra: Formas de Vida, do artista plástico Carlos Zemek



10º Lugar : Sonia Andrea Mazza, Buenos Aires, Argentina.

CRIAÇÃO

Por um lado o caos,
por outro, a harmonia,
e no âmago
como recém nascida
a própria vida

Resultado do 4º Concurso Poetizar o Mundo


1º LUGAR: 63. Poema: Universo em um olhar  - Andressa Barichello

2º Lugar- Inscrição 75. Poema: Estrelas. Renata de Aragão Lopes
 
3º  Lugar - Inscrição 19. Poema: Fronteira do Universo.  André Luís Soares
 
4º Lugar - Inscrição 107. Poema: O castigo do guardião. Zenaide Alós Guimarães Abati
 
5º Lugar: Inscrição 110. Poema: Planctons e estrelas. Janaina Santos Barroso
 
6º Lugar - Inscrição 38. Poema: Dança às Marias. Cleomácio Inacio Miranda
7º  Lugar - Inscrição 28.  Poema: O fio de Ariadne.   Rosana Banharoli
 
8º Lugar - Inscrição 89. Poema: A Montanha: (a) Mar . Thiago Oliveira de Carvalho
Nome artístico: Thiago Luz.
 
9º  Lugar - Inscrição 2. Poema: Retrato de um pintor. João Baptista Coelho.
 
10º Lugar -Inscrição 60. Poema:  Criação.  Sonia Andrea Mazza
 

sábado, 29 de setembro de 2012

POESIA E POEMA (poema infantil)


(Leitura recomendável: a partir de 8 anos).

Na porta do prédio,
o poeta falava com Maria:
- Poemas são ondas
no oceano da poesia,
mas há alguns dias
eu não tenho inspiração.


Nesse mesmo momento,
uma gatinha sapeca
que brincava no parapeito
da janela
deixou cair seu brinquedo...
A boneca aterrissou na cabeça do poeta.
Plaf!


E de repente, uma luz:
- Você quer me conhecer?
Eu sou a Poesia.

O poeta olhou o céu e começou a poetar:

A poesia é deserto, céu, ar, luz, mar...
Poemas são como areia,
poemas são como o vento,
poemas são como as ondas
que agitam o belo mar.

O poeta abriu os olhos
e exclamou:
- Os poemas são como pássaros,
livres pássaros e pássaros prisioneiros,
pássaros voando no céu,
aprisionados nas letras,
aprisionados nos livros,
quase canções do mar.

Rindo, a Maria falou:
- Agradeça a esse gatinha,
você estava na ruína.
Dê a ela um brinquedo novo,
mostre a sua gratidão,
pois voltou a sua inspiração.


Isabel Furini é escritora e poeta premiada.

domingo, 23 de setembro de 2012

Aquella casona (poema de Ana Maria Chaparro)


Despliego mis alas al cielo,
para surcarlo en mi vuelo,
que me llena de recuerdos,
los pisos crujientes de madera,
el olor a pan recién horneado.

Las risas, los sueños,
las picardías a escondidas,
esas que compartíamos
con hermanos, con primos,
mientras en la vetusta
ardían insolentes los leños.

Cuando el atardecer desplegaba
sus impensados colores,
sentados frente a ella
como asombrados espectadores,
verla pintarrajeada por los ocres,
naranjas y rojizos que nos anunciaba
la llegada de la noche.

Estoy después de largos años
sentada frente a ella nuevamente,
con el mismo asombro de aquellos tiempos,
pero con el dolor de ver
que ya no la pintan celestiales colores.

Ana María Chaparro

domingo, 16 de setembro de 2012

A BIBLIOTECA (miniconto)



A voluntária na creche, apelidada Madame Botox, entrou na biblioteca. Generosa, sorria, lia, dava sopa às crianças. Depois solicitava votos para seu marido.
Título do livro? – perguntou Dalma. “Nem botox conserta essa cara de bunda...” – pensou.
Irmãos Grimm.
Dalma procurou-o nas estantes.
Crianças podem escolher...
Não! Eles são de famílias pobres e ignorantes.
Aqui está.
A madame pegou o livro. Saiu. Dalma ficou olhando-a pela janela.
Chateada? – perguntou Tânia.
Livros deveriam ter espelhos psicológicos, os leitores poderiam enxergar o verdadeiro rosto.
– Muitos livros têm espelhos, Dalma, mas algumas pessoas não querem se enxergar.

Isabel Furini é escritora e poeta premiada. 

domingo, 2 de setembro de 2012

Livro e exposição em Curitiba

"Formas da Vida", obra de Carlos Zemek que fará parte da exposição "Silêncios do Homem e da natureza".

sábado, 25 de agosto de 2012

Autógrafos e exposição sobre o SILÊNCIO


EXPOSIÇÃO: "SILÊNCIOS DO HOMEM E DA NATUREZA"
No evento a poeta premiada Isabel Furini autografará seu livro “,,, E OUTROS SILÊNCIOS”.

Vernissage em 12 de setembro, 18h 30m, no 5º andar do Shopping Estação.

Artistas:
Alexandre Bozza, Ana Serafin, Celia Dunker, Carlos Roberto Ramos Litzinger, Carlos Zemek, Di Magalhaes, Dirce Polli Bittencourt,  Katia Kimieck, Katia Velo, Kim Molinero, Ninon Braga, Regina Ticoski, Rogério Bittencourt, Sandoval Tibúrcio, Vanice Ferreira.

No evento a poeta premiada Isabel Furini autografará seu livro “,,, E OUTROS SILÊNCIOS”.

CURADORIA: Carlos Zemek.


O mundo moderno está dominado pela palavra e pela imagem. É um mundo no qual imperam os sentidos. A palavra constrói e destrói, a imagem seduz ou causa repulsa.  Na internet, na televisão, na mídia em geral, imperam os discursos e as formas. E o mundo globalizado corre, emociona-se, agita-se obedecendo a imagens e palavras.
Para o homem ocidental parece impossível interromper o fluxo do pensamento, o caminho dos sentidos que agitam emoções e ideias, por isso, no conceito do curador Carlos Zemek  a exposição “Silêncios do homem e da natureza”, tem como objetivo convidar para uma pausa na interpretação dos códigos que ligam o ser humano ao mundo. Fazer um silêncio, e perceber outros aspectos da realidade. O silêncio através da arte. O silêncio como pausa que pode criar um impulso para uma nova direção. O silêncio como gesto capaz de realinhar as forças subjetivas que mexem o homem.

Estação Business School - Av. Sete de Setembro, 2775, 5º Andar, Curitiba – Paraná.

No 5º andar, do prédio Shopping Estação.

Carlos Zemek  é autor do quadro "Formas da Vida".

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O coala é engraçado (poema infantil)



O coala é um bicho engraçado,
e é muito preguiçoso,
ele não faz exercícios,
mas ele é muito habilidoso.


O coala sobe nos eucaliptos
e come folhas e mais folhas,
dorme exposto à chuva e ao Sol,
e não usa chapéu nem cachecol.


Isabel Furini é autora da coleção "Corujinha e os filósofos".

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O gato malhado (poema infantil)

Fotografia de Isabel Furini
Ficou triste e solitário
o lindo Gato Malhado!

Ele vivia estressado,
por isso ele perdeu
uma linda namorada
para um lindo Gato preto
que gostava de contar piadas.

Mas ele aprendeu a lição,
e quando conheceu Anabela,
ele contou uma piada
e até cantou uma canção:
Miau, miau, miau, miau.

E o lindo Gato Malhado
encontrou seu grande amor.


Isabel Furini é escritora e poeta premiada.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012


Ler é divertido
e não é aborrecido.

A ignorância tem cura,
e a cura é a leitura.

Ler é divertido,
ler é uma aventura
e não é uma tortura,
e não é uma tortura.

Ler é um lindo caminho
para adquirir cultura.


Ler é divertido,
tem livros que nos encantam
contos de princesas
e contos da floresta.
João e Maria,
Pinóquio e Cinderella,
Harry Potter e a história
da menina tagarela.

Ler é divertido,
são milhares de livros
que nos esperam...


Poema de Isabel Furini autora da coleção "Corujinha e os Filósofos", da editora Bolsa Nacional do Livro.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

O LIVRO MÁGICO DE JOÃOZINHO (Conto infantil)


Tudo aconteceu no mês de outubro, quando Joãozinho recebeu um livro de presente. Era um livro encantador. Uma aventura incrível. O livro era tão, mas tão bom, que Joãozinho não conseguiu sair dele. Conseguiu fechar o livro, sim, mas permaneceu preso nas páginas. Nos dias seguintes sentiu-se estranho. Enquanto uma parte dele ia para a escola, brincava com os amigos, jogava futebol, a outra parte... estava no livro. Só pensava nas aventuras, só queria conhecer a terra das bruxas das vassouras vermelhas, enfim, era muito estranho mesmo.

Para entender o segredo, Joãozinho decidiu que era o momento de uma releitura. Na tarde de sábado abriu o livro e novamente ficou encantado. Perdeu-se no caminho das bruxas, e de repente, escutou o chamado de sua mãe. Tentou ir, mas não conseguiu sair do livro.

Hahaha! A bruxa de cabelo vermelho, montada numa vassoura de palha vermelha, riu. Agora você é meu! Hahaha! Joãozinho escutou a porta abrir. Mamãe, mamãe – gritou. Sua mãe olhou, só viu o livro sobre a cama, fechou a porta e continuou chamando o filho.



A bruxa Ernestina perseguiu Joãozinho por tantos lugares! O menino se escondeu em um guarda-chuva, e a bruxa bateu apontou com sua varinha. Plimmm plummm, o guarda-chuva quebrou. O menino correu e se escondeu num armário, mas a bruxa encostou sua varinha e, ploct, ploct, as portas do armário se abriram. O menino ficou prisioneiro nesse mundo paralelo. Ele só queria voltar para casa, mas a bruxa não o deixava. Pobre do menino! Tinha que varrer o chão, lavar as xícaras de chá, os pratos e os cinzeiros, porque a bruxa fumava até três cigarros ao mesmo tempo. Colocava um cigarro no canto direito da boca, outro no lado esquerdo e outro ainda no centro da boca. Jogava toda a cinza no chão! Joãozinho era obrigado a limpar o tapete da sala. Nesse lugar não havia onde brincar, não! Nem havia com quem brincar. A bruxa morava sozinha. Bom, morava com um corvo, mas esse bicho não era muito simpático.



Esse corvo não gosta de mim – pensava Joãozinho.

Até que um dia a bruxa solicitou, iriam até a cidade para comprar mantimentos. Joãozinho ficou no assento de trás do carro pensando, pensando. Quando chegaram ao mercado, enquanto a bruxa comprava repolhos, Joãozinho fugiu e foi até a prateleira de livros que estava bem ao lado das estantes de cadernos. Abriu um livro e fugiu para uma história muito simpática de uma vovó que molhava as plantas, então um vento forte sacudiu o livro... Nesse vento Joãozinho viu a bruxa. Ela levantou a sua varinha, falou algumas palavras mágicas e o menino voltou para a floresta.

Ele tinha que trabalhar no casarão velho e úmido e, como castigo, era fechado no sótão toda noite. Ele escutava a chave. A bruxa girava duas vezes na fechadura. Joãozinho tinha medo e não conseguia nem dormir direito. Quando ele olhava para fora da pequena janela só via o bosque. Uma vez viu o corvo espiando-o. Joãozinho começou a chorar. O corvo se aproximou da janela e bateu com as asas. Joãozinho, esfregando os olhos, foi até a janela e abriu.

– Tadinho! Você deveria estar brincando, não trabalhando... Não tem idade para trabalhar ainda – disse o Corvo.

Joãozinho sorriu, por fim podia falar com alguém, ainda que fosse um bicho.

– Eu brincava muito quando vivia na minha casa, lá num bairro da cidade de São Paulo.

– A bruxa foi até lá e te sequestrou?
– Sequestrar?
– Sim, te trouxe à força, você não queria e ela te obrigou...
– Não, não. Na realidade foi um livro que me sequestrou.
– Um livro?

Joãozinho contou o acontecido para o corvo e o bicho, muito esperto, disse que havia uma solução e murmurou algo no ouvido do garoto.

Uma semana depois quando novamente foram ao único mercado do povoado onde vendiam de tudo, de lápis a tapetes, de repolhos a lâmpadas, muitos e muitos produtos, Joãozinho esperou a oportunidade em que a bruxa estava escolhendo cuidadosamente os repolhos, porque gostava muito de repolhos, e queria-os bem verdes, com folhas grandes, e então ele correu até a estante onde dizia “Papelaria”, pegou um lápis, abriu um caderno e escreveu: “Quero voltar para minha casa”.

Quando abriu os olhos, estava na sua casa.
– Oba! – gritou.

Escutou a sua mãe chamar: Joãozinho, Joãozinho, onde você esteve a tarde toda? Joãozinho entendeu que a dimensão dos livros é diferente do tempo humano. Uma hora para uma criança é tempo suficiente para tomar banho e tomar o café da manhã antes de ir à escola. Já no mundo mágico dos contos, uma hora de leitura pode levar uma criança para o mundo das bruxas, das fadas, dos bichos e outros.

– Desça para tomar um lanche e depois tem que fazer as tarefas. Traga o seu caderno.

Joãozinho pegou o seu caderno novo, que sua mãe havia comprado na papelaria da esquina para as aulas de português na semana anterior, e sorriu. Sim, o caderno estava em branco. Só dependia do menino escrever coisas belas ou ruins, dependia domenino fazer bons trabalhos. Lembrou-se da vovó, ela sempre dizia que um caderno é como a vida, você tem chances de fazer coisas boas.

Joãozinho levantou-se, foi até a porta, passou pelo corredor e chegou à sala. Lá abriu o caderno e viu uma frase que a professora havia escrito no quadro e ele mesmo havia copiado no caderno: Redação “Quero voltar para minha casa".

Isabel Furini é escritora e poeta premiada.

sábado, 11 de agosto de 2012

Gato preto (miniconto)


Era um gato mais preto que carvão. Esse era  seu problema, ter nascido preto. Gatinho carinhoso gostava quando o dono acariciava sua cabeça.

Nesse Natal decidiu visitar a vizinhança. Um ignorante o seguiu jogando-lhe pedras. O gato corria, o ignorante agachou-se e pegou uma pedra grande, o gato saltou. Ruído de vidros quebrados,  acertou um carro de polícia. Da janela, o gato e o dono olhavam o homem enquanto era algemado. O ignorante gritou: - Já dizia minha mãe: gato preto dá azar.

O dono do gato escutou e gritou: - Então mantenha-se longe desta casa!


E o gato apoiando o dono: -Miau, miau, miau.






Isabel Furini é escritora e poeta premiada.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Interação - Exposição de Artes Plásticas




INTERAÇÃO 
EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS

A exposição interação que é mais uma proposta do grupo 100 fronteiras com o objetivo de fortalecer a produção e apresentação artística, estimular a reflexão e o pensamento crítico.
A cada apresentação o diálogo surge como um novo fôlego para as Artes visuais movimentando o setor fazendo ressurgir antigas ideias entrelaçadas com novas ações.

Artistas plásticos.
Adalberto, Adão Mestriner, Alexandre Bozza, Alvaro Azzan, Alvaro Doudek, Ana Kath, Ana Nisio, Carlos Zamek, Celia Dunker, Clarice Barbosa, Cleonice Sl Kozievitcch, Cristina Daher, Daacruz, Di Magalhães, Dina de Sousa, Dirce Polli, Doniê, Edilma Rocha, Elisabeth Lopes, Evanir Plaszewski, Félix Wojciechowski, Glaura Barbosa Pinto, Hector Consani, Ivani da silva, Ivone Rabelo, João Abreu, Katia Velo, Kim Molinero, Kronland, Lisete Steinstrasser, Maris Trevisan, Miquelina Ribeiro, Neiva Passuello, Ninon Braga, Noemi Cavanha, R. Lima, Rafael Rocha, Regina Tiscoski, Renato Pratini, Rita M. Lessa, Rogerio Bin, Rosalia Valente dos Santos, Rosangela Scheithauer, Sandoval Tiurcio, Teresa Martins, Ubiratan Lima, Vanice Ferreira, Vera Garcia, Vera M. P. de Freitas, Vildete Pesssutto.

Participação especial.
Amilcar Fernandes da Silva. Escritor/poeta
Emílio Boschilia. Artista gráfico/Pintor/fotografo.
As fotos de Emílio Boschila retratam a vida e a paisagem da pequena vila, localizada na fronteira entre Portugal e Espanha.

Escritores
Isabel Furini, Renato Pratini, Sandoval Tiburcio/Romancista e Vanice Ferreira.


ABERTURA: 10 de Agosto as 20hs

Visitação: 10 a 31 de Agosto


Local: Sociedade Portuguesa 1 de Dezembro,
Rua Pedro Ivo, 462, Centro, Curitiba , Paraná, Brasil


Curadoria: Jô Oliveira e Valderez Cachuba
Colaboração: Carlos Zemek

http://artessemfronteiras.blogspot.com/
artes100fronteiras@gmail.com

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

TEATRO (Conto)


As jóias brilhavam mais que outras vezes. Os olhos dos espectadores do teatro fugiam do palco para olhá-la. Ela estava lá, sentada, firme, ereta, no camarote principal, os olhos fixos nos bailarinos. Nada poderia distrair a sua atenção, voltada toda para a representação de "O lago dos cisnes" do compositor russo Tchaikovsky.

A jóias brilhavam fazendo um contrate estranho com as rugas incrustadas como cicatrizes no rosto. Eram rugas na testa, no canto dos olhos, nas bochechas. Um sem fim de paisagens desenhado nesse rosto idoso. Cadê a beleza? Perguntava-se cada vez que se olhava no espelho do quarto luxuoso. Cadê? Peerguntou esse mesmo dia enquanto se observava no espelho oval da sala. Seu corpo ainda estava firme, magro, seu olhar era arrogante, tão arrogante quanto a sua postura, mas as rugas... essas rugas... denotavam a octogenária aristocrática cujo corpo não havia cedido ao passo do tempo. Não encurvava os ombros, não descia a cabeça, nem o olhar, suas costas não formavam  corcova ao sentar-se. Tinha a postura arrogante de seus ancestrais. A senhora condessa não se reclinava na cadeira como outras senhoras de sua idade. Ela tinha orgulho, a pesar da doença seu aspecto era digno. Não seria a hemodiálise que tiraria o seu orgulho, que prejudicaria a sua postura. Mas, as rugas... sim, as rugas chamavam a atenção. Por isso colocara as jóias mais preciosas que havia herdado de sua avó.

As jóias brilhavam e algo dentro dela ia se apagando aos poucos. Morrendo aos poucos. Um cisne na penumbra do teatro. Mais um cisne quieto, imóvel. Só quando sua acompanhante murmurou no seu ouvido: - O balé terminou, é hora de voltar para casa, tocando-a levemente, a cabeça da senhora condessa caiu de lado. E o corpo inclinou-se para frente reverenciando a morte.

Isabel Furini é escritora e poeta premiada.

ESCRITOR NÃO TEM NADA PARA FAZER NAVIDA?


Há pouco tempo, estava saindo de uma aula, quando uma pessoa aproximou-se e disse: “Você é escritora porque não tem nada para fazer na vida, eu tenho muitas coisas para fazer... não tenho tempo para escrever”.  Olhei-a, se essa frase tivesse sido pronunciada por um estressado executivo paulista teria sentido, mas não, ela é aposentada.

E escritor é escritor por opção ou porque não tem nada para fazer da vida? Será que escritor não tem outras atividades para ocupar o seu tempo?  Bom, no meu caso, além de escrever livros, oriento Oficinas para futuros escritores no Solar do Rosário e em outros locais, e não é só ministrar a aula, é preciso preparar o material para cada aula é isso leva tempo. Todos os professores têm o mesmo problema, preparar aulas e corrigir os textos dos alunos exige tempo.

Entre outras atividades, eu mantenho esta coluna semanal no ICNews.  E para resenhar um livro, primeiro é necessário lê-lo. Pode até ser uma leitura rápida, mas é preciso conhecer o livro. Também ministro palestras. Não são muitas, mas exigem um trabalho especial.  Faço leitura crítica, ou seja, eu leio, analiso e faço a crítica de originais. Geralmente são os novos escritores que enviam suas obras para que eu possa dar orientações. 

Em síntese, para uma pessoa que é escritora “porque não tem nada para fazer na vida”, eu considero que realizo bastantes atividades.  Como disse minha amiga Helena, é bom gritar: “Oh, como estou cansada!  Fiz a leitura crítica de um livro enorme”. Ou “Hoje demorei a manhã inteirinha resenhando um livro, essa coluna dá muito trabalho!”. 

É, talvez essa seja uma boa opção falar do que faço para que as pessoas vejam que escrever livros não é tarefa para desocupados nem para vagabundos.

Nos anos 90, tive a honra de visitar várias vezes Helena Kolody. Lembro-me que uma vez ela disse: “Você é humilde demais, Isabel, e humildade demais prejudica”. Maravilhosa Helena! Seu olhar sempre era certeiro. Quando escutei essa aposentada desprestigiar meu esforço e meu trabalho dizendo: “você é escritora porque não tem nada para fazer na vida”, eu percebi claramente que devia mudar minha atitude. Ao final até a galhinha sai cacarejando depois de botar um ovo, ou seja, até ela faz alarde para que reconheçam seu trabalho.

Isabel Furini é escritora e poeta premiada, ministra a Oficina “Como Escrever um Livro” no Solar do Rosário, fone (41) 3225-6232.
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