sábado, 25 de agosto de 2012

Autógrafos e exposição sobre o SILÊNCIO


EXPOSIÇÃO: "SILÊNCIOS DO HOMEM E DA NATUREZA"
No evento a poeta premiada Isabel Furini autografará seu livro “,,, E OUTROS SILÊNCIOS”.

Vernissage em 12 de setembro, 18h 30m, no 5º andar do Shopping Estação.

Artistas:
Alexandre Bozza, Ana Serafin, Celia Dunker, Carlos Roberto Ramos Litzinger, Carlos Zemek, Di Magalhaes, Dirce Polli Bittencourt,  Katia Kimieck, Katia Velo, Kim Molinero, Ninon Braga, Regina Ticoski, Rogério Bittencourt, Sandoval Tibúrcio, Vanice Ferreira.

No evento a poeta premiada Isabel Furini autografará seu livro “,,, E OUTROS SILÊNCIOS”.

CURADORIA: Carlos Zemek.


O mundo moderno está dominado pela palavra e pela imagem. É um mundo no qual imperam os sentidos. A palavra constrói e destrói, a imagem seduz ou causa repulsa.  Na internet, na televisão, na mídia em geral, imperam os discursos e as formas. E o mundo globalizado corre, emociona-se, agita-se obedecendo a imagens e palavras.
Para o homem ocidental parece impossível interromper o fluxo do pensamento, o caminho dos sentidos que agitam emoções e ideias, por isso, no conceito do curador Carlos Zemek  a exposição “Silêncios do homem e da natureza”, tem como objetivo convidar para uma pausa na interpretação dos códigos que ligam o ser humano ao mundo. Fazer um silêncio, e perceber outros aspectos da realidade. O silêncio através da arte. O silêncio como pausa que pode criar um impulso para uma nova direção. O silêncio como gesto capaz de realinhar as forças subjetivas que mexem o homem.

Estação Business School - Av. Sete de Setembro, 2775, 5º Andar, Curitiba – Paraná.

No 5º andar, do prédio Shopping Estação.

Carlos Zemek  é autor do quadro "Formas da Vida".

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O coala é engraçado (poema infantil)



O coala é um bicho engraçado,
e é muito preguiçoso,
ele não faz exercícios,
mas ele é muito habilidoso.


O coala sobe nos eucaliptos
e come folhas e mais folhas,
dorme exposto à chuva e ao Sol,
e não usa chapéu nem cachecol.


Isabel Furini é autora da coleção "Corujinha e os filósofos".

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O gato malhado (poema infantil)

Fotografia de Isabel Furini
Ficou triste e solitário
o lindo Gato Malhado!

Ele vivia estressado,
por isso ele perdeu
uma linda namorada
para um lindo Gato preto
que gostava de contar piadas.

Mas ele aprendeu a lição,
e quando conheceu Anabela,
ele contou uma piada
e até cantou uma canção:
Miau, miau, miau, miau.

E o lindo Gato Malhado
encontrou seu grande amor.


Isabel Furini é escritora e poeta premiada.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012


Ler é divertido
e não é aborrecido.

A ignorância tem cura,
e a cura é a leitura.

Ler é divertido,
ler é uma aventura
e não é uma tortura,
e não é uma tortura.

Ler é um lindo caminho
para adquirir cultura.


Ler é divertido,
tem livros que nos encantam
contos de princesas
e contos da floresta.
João e Maria,
Pinóquio e Cinderella,
Harry Potter e a história
da menina tagarela.

Ler é divertido,
são milhares de livros
que nos esperam...


Poema de Isabel Furini autora da coleção "Corujinha e os Filósofos", da editora Bolsa Nacional do Livro.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

O LIVRO MÁGICO DE JOÃOZINHO (Conto infantil)


Tudo aconteceu no mês de outubro, quando Joãozinho recebeu um livro de presente. Era um livro encantador. Uma aventura incrível. O livro era tão, mas tão bom, que Joãozinho não conseguiu sair dele. Conseguiu fechar o livro, sim, mas permaneceu preso nas páginas. Nos dias seguintes sentiu-se estranho. Enquanto uma parte dele ia para a escola, brincava com os amigos, jogava futebol, a outra parte... estava no livro. Só pensava nas aventuras, só queria conhecer a terra das bruxas das vassouras vermelhas, enfim, era muito estranho mesmo.

Para entender o segredo, Joãozinho decidiu que era o momento de uma releitura. Na tarde de sábado abriu o livro e novamente ficou encantado. Perdeu-se no caminho das bruxas, e de repente, escutou o chamado de sua mãe. Tentou ir, mas não conseguiu sair do livro.

Hahaha! A bruxa de cabelo vermelho, montada numa vassoura de palha vermelha, riu. Agora você é meu! Hahaha! Joãozinho escutou a porta abrir. Mamãe, mamãe – gritou. Sua mãe olhou, só viu o livro sobre a cama, fechou a porta e continuou chamando o filho.



A bruxa Ernestina perseguiu Joãozinho por tantos lugares! O menino se escondeu em um guarda-chuva, e a bruxa bateu apontou com sua varinha. Plimmm plummm, o guarda-chuva quebrou. O menino correu e se escondeu num armário, mas a bruxa encostou sua varinha e, ploct, ploct, as portas do armário se abriram. O menino ficou prisioneiro nesse mundo paralelo. Ele só queria voltar para casa, mas a bruxa não o deixava. Pobre do menino! Tinha que varrer o chão, lavar as xícaras de chá, os pratos e os cinzeiros, porque a bruxa fumava até três cigarros ao mesmo tempo. Colocava um cigarro no canto direito da boca, outro no lado esquerdo e outro ainda no centro da boca. Jogava toda a cinza no chão! Joãozinho era obrigado a limpar o tapete da sala. Nesse lugar não havia onde brincar, não! Nem havia com quem brincar. A bruxa morava sozinha. Bom, morava com um corvo, mas esse bicho não era muito simpático.



Esse corvo não gosta de mim – pensava Joãozinho.

Até que um dia a bruxa solicitou, iriam até a cidade para comprar mantimentos. Joãozinho ficou no assento de trás do carro pensando, pensando. Quando chegaram ao mercado, enquanto a bruxa comprava repolhos, Joãozinho fugiu e foi até a prateleira de livros que estava bem ao lado das estantes de cadernos. Abriu um livro e fugiu para uma história muito simpática de uma vovó que molhava as plantas, então um vento forte sacudiu o livro... Nesse vento Joãozinho viu a bruxa. Ela levantou a sua varinha, falou algumas palavras mágicas e o menino voltou para a floresta.

Ele tinha que trabalhar no casarão velho e úmido e, como castigo, era fechado no sótão toda noite. Ele escutava a chave. A bruxa girava duas vezes na fechadura. Joãozinho tinha medo e não conseguia nem dormir direito. Quando ele olhava para fora da pequena janela só via o bosque. Uma vez viu o corvo espiando-o. Joãozinho começou a chorar. O corvo se aproximou da janela e bateu com as asas. Joãozinho, esfregando os olhos, foi até a janela e abriu.

– Tadinho! Você deveria estar brincando, não trabalhando... Não tem idade para trabalhar ainda – disse o Corvo.

Joãozinho sorriu, por fim podia falar com alguém, ainda que fosse um bicho.

– Eu brincava muito quando vivia na minha casa, lá num bairro da cidade de São Paulo.

– A bruxa foi até lá e te sequestrou?
– Sequestrar?
– Sim, te trouxe à força, você não queria e ela te obrigou...
– Não, não. Na realidade foi um livro que me sequestrou.
– Um livro?

Joãozinho contou o acontecido para o corvo e o bicho, muito esperto, disse que havia uma solução e murmurou algo no ouvido do garoto.

Uma semana depois quando novamente foram ao único mercado do povoado onde vendiam de tudo, de lápis a tapetes, de repolhos a lâmpadas, muitos e muitos produtos, Joãozinho esperou a oportunidade em que a bruxa estava escolhendo cuidadosamente os repolhos, porque gostava muito de repolhos, e queria-os bem verdes, com folhas grandes, e então ele correu até a estante onde dizia “Papelaria”, pegou um lápis, abriu um caderno e escreveu: “Quero voltar para minha casa”.

Quando abriu os olhos, estava na sua casa.
– Oba! – gritou.

Escutou a sua mãe chamar: Joãozinho, Joãozinho, onde você esteve a tarde toda? Joãozinho entendeu que a dimensão dos livros é diferente do tempo humano. Uma hora para uma criança é tempo suficiente para tomar banho e tomar o café da manhã antes de ir à escola. Já no mundo mágico dos contos, uma hora de leitura pode levar uma criança para o mundo das bruxas, das fadas, dos bichos e outros.

– Desça para tomar um lanche e depois tem que fazer as tarefas. Traga o seu caderno.

Joãozinho pegou o seu caderno novo, que sua mãe havia comprado na papelaria da esquina para as aulas de português na semana anterior, e sorriu. Sim, o caderno estava em branco. Só dependia do menino escrever coisas belas ou ruins, dependia domenino fazer bons trabalhos. Lembrou-se da vovó, ela sempre dizia que um caderno é como a vida, você tem chances de fazer coisas boas.

Joãozinho levantou-se, foi até a porta, passou pelo corredor e chegou à sala. Lá abriu o caderno e viu uma frase que a professora havia escrito no quadro e ele mesmo havia copiado no caderno: Redação “Quero voltar para minha casa".

Isabel Furini é escritora e poeta premiada.

sábado, 11 de agosto de 2012

Gato preto (miniconto)


Era um gato mais preto que carvão. Esse era  seu problema, ter nascido preto. Gatinho carinhoso gostava quando o dono acariciava sua cabeça.

Nesse Natal decidiu visitar a vizinhança. Um ignorante o seguiu jogando-lhe pedras. O gato corria, o ignorante agachou-se e pegou uma pedra grande, o gato saltou. Ruído de vidros quebrados,  acertou um carro de polícia. Da janela, o gato e o dono olhavam o homem enquanto era algemado. O ignorante gritou: - Já dizia minha mãe: gato preto dá azar.

O dono do gato escutou e gritou: - Então mantenha-se longe desta casa!

E o gato apoiando o dono: -Miau, miau, miau.






Isabel Furini é escritora e poeta premiada.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Interação - Exposição de Artes Plásticas




INTERAÇÃO 
EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS

A exposição interação que é mais uma proposta do grupo 100 fronteiras com o objetivo de fortalecer a produção e apresentação artística, estimular a reflexão e o pensamento crítico.
A cada apresentação o diálogo surge como um novo fôlego para as Artes visuais movimentando o setor fazendo ressurgir antigas ideias entrelaçadas com novas ações.

Artistas plásticos.
Adalberto, Adão Mestriner, Alexandre Bozza, Alvaro Azzan, Alvaro Doudek, Ana Kath, Ana Nisio, Carlos Zamek, Celia Dunker, Clarice Barbosa, Cleonice Sl Kozievitcch, Cristina Daher, Daacruz, Di Magalhães, Dina de Sousa, Dirce Polli, Doniê, Edilma Rocha, Elisabeth Lopes, Evanir Plaszewski, Félix Wojciechowski, Glaura Barbosa Pinto, Hector Consani, Ivani da silva, Ivone Rabelo, João Abreu, Katia Velo, Kim Molinero, Kronland, Lisete Steinstrasser, Maris Trevisan, Miquelina Ribeiro, Neiva Passuello, Ninon Braga, Noemi Cavanha, R. Lima, Rafael Rocha, Regina Tiscoski, Renato Pratini, Rita M. Lessa, Rogerio Bin, Rosalia Valente dos Santos, Rosangela Scheithauer, Sandoval Tiurcio, Teresa Martins, Ubiratan Lima, Vanice Ferreira, Vera Garcia, Vera M. P. de Freitas, Vildete Pesssutto.

Participação especial.
Amilcar Fernandes da Silva. Escritor/poeta
Emílio Boschilia. Artista gráfico/Pintor/fotografo.
As fotos de Emílio Boschila retratam a vida e a paisagem da pequena vila, localizada na fronteira entre Portugal e Espanha.

Escritores
Isabel Furini, Renato Pratini, Sandoval Tiburcio/Romancista e Vanice Ferreira.


ABERTURA: 10 de Agosto as 20hs

Visitação: 10 a 31 de Agosto


Local: Sociedade Portuguesa 1 de Dezembro,
Rua Pedro Ivo, 462, Centro, Curitiba , Paraná, Brasil


Curadoria: Jô Oliveira e Valderez Cachuba
Colaboração: Carlos Zemek

http://artessemfronteiras.blogspot.com/
artes100fronteiras@gmail.com

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

TEATRO (Conto)


As jóias brilhavam mais que outras vezes. Os olhos dos espectadores do teatro fugiam do palco para olhá-la. Ela estava lá, sentada, firme, ereta, no camarote principal, os olhos fixos nos bailarinos. Nada poderia distrair a sua atenção, voltada toda para a representação de "O lago dos cisnes" do compositor russo Tchaikovsky.

A jóias brilhavam fazendo um contrate estranho com as rugas incrustadas como cicatrizes no rosto. Eram rugas na testa, no canto dos olhos, nas bochechas. Um sem fim de paisagens desenhado nesse rosto idoso. Cadê a beleza? Perguntava-se cada vez que se olhava no espelho do quarto luxuoso. Cadê? Peerguntou esse mesmo dia enquanto se observava no espelho oval da sala. Seu corpo ainda estava firme, magro, seu olhar era arrogante, tão arrogante quanto a sua postura, mas as rugas... essas rugas... denotavam a octogenária aristocrática cujo corpo não havia cedido ao passo do tempo. Não encurvava os ombros, não descia a cabeça, nem o olhar, suas costas não formavam  corcova ao sentar-se. Tinha a postura arrogante de seus ancestrais. A senhora condessa não se reclinava na cadeira como outras senhoras de sua idade. Ela tinha orgulho, a pesar da doença seu aspecto era digno. Não seria a hemodiálise que tiraria o seu orgulho, que prejudicaria a sua postura. Mas, as rugas... sim, as rugas chamavam a atenção. Por isso colocara as jóias mais preciosas que havia herdado de sua avó.

As jóias brilhavam e algo dentro dela ia se apagando aos poucos. Morrendo aos poucos. Um cisne na penumbra do teatro. Mais um cisne quieto, imóvel. Só quando sua acompanhante murmurou no seu ouvido: - O balé terminou, é hora de voltar para casa, tocando-a levemente, a cabeça da senhora condessa caiu de lado. E o corpo inclinou-se para frente reverenciando a morte.

Isabel Furini é escritora e poeta premiada.

ESCRITOR NÃO TEM NADA PARA FAZER NAVIDA?


Há pouco tempo, estava saindo de uma aula, quando uma pessoa aproximou-se e disse: “Você é escritora porque não tem nada para fazer na vida, eu tenho muitas coisas para fazer... não tenho tempo para escrever”.  Olhei-a, se essa frase tivesse sido pronunciada por um estressado executivo paulista teria sentido, mas não, ela é aposentada.

E escritor é escritor por opção ou porque não tem nada para fazer da vida? Será que escritor não tem outras atividades para ocupar o seu tempo?  Bom, no meu caso, além de escrever livros, oriento Oficinas para futuros escritores no Solar do Rosário e em outros locais, e não é só ministrar a aula, é preciso preparar o material para cada aula é isso leva tempo. Todos os professores têm o mesmo problema, preparar aulas e corrigir os textos dos alunos exige tempo.

Entre outras atividades, eu mantenho esta coluna semanal no ICNews.  E para resenhar um livro, primeiro é necessário lê-lo. Pode até ser uma leitura rápida, mas é preciso conhecer o livro. Também ministro palestras. Não são muitas, mas exigem um trabalho especial.  Faço leitura crítica, ou seja, eu leio, analiso e faço a crítica de originais. Geralmente são os novos escritores que enviam suas obras para que eu possa dar orientações. 

Em síntese, para uma pessoa que é escritora “porque não tem nada para fazer na vida”, eu considero que realizo bastantes atividades.  Como disse minha amiga Helena, é bom gritar: “Oh, como estou cansada!  Fiz a leitura crítica de um livro enorme”. Ou “Hoje demorei a manhã inteirinha resenhando um livro, essa coluna dá muito trabalho!”. 

É, talvez essa seja uma boa opção falar do que faço para que as pessoas vejam que escrever livros não é tarefa para desocupados nem para vagabundos.

Nos anos 90, tive a honra de visitar várias vezes Helena Kolody. Lembro-me que uma vez ela disse: “Você é humilde demais, Isabel, e humildade demais prejudica”. Maravilhosa Helena! Seu olhar sempre era certeiro. Quando escutei essa aposentada desprestigiar meu esforço e meu trabalho dizendo: “você é escritora porque não tem nada para fazer na vida”, eu percebi claramente que devia mudar minha atitude. Ao final até a galhinha sai cacarejando depois de botar um ovo, ou seja, até ela faz alarde para que reconheçam seu trabalho.

Isabel Furini é escritora e poeta premiada, ministra a Oficina “Como Escrever um Livro” no Solar do Rosário, fone (41) 3225-6232.
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