quarta-feira, 15 de abril de 2015

O POLVO E OS SAPATOS I e II (Poema infantil de Isabel Furini)

Fotografia de Isabel Furini 

O POLVO E OS SAPATOS

Havia uma sapataria
em uma caverna no fundo do mar.
O dono era um caranguejo
que gostava de pintar.

Ele disse ao polvo:
- Não tenho tantos sapatos
terá que voltar  outro dia
pois hoje tenho que pintar
um quadro para minha tia.

Sexta-feira o polvo gigante
voltou à sapataria
e o caranguejo falou contente:
- Tenho sapatos marrons.

Mas eu posso pintar os sapatos
de outra cor,
pois sou um grande pintor.





II

A  lagosta, a ostra e o napoleão
elogiaram os sapatos.
Ficou tão feliz o polvo
que abraçou o camarão Salvato.

Mas quando o tubarão
o convidou a jogar futebol,
o pobre polvo entendeu
que os sapatos não eram bons.

Então o polvo voltou
para a mesma sapataria
para falar com o caranguejo,
pois um tênis ele queria.

Comprou um par de tênis.
O polvo estava encantado!
Então, ele ficou de goleiro
e ficou meio assustado.

Perdeu de 3 a 1
O polvo, muito deprimido,
tirou os tênis, não falava...
até que o caranguejo amigo

gritou: - Não fique emburrado,
pois ninguém nasce sabendo!
O importante é se aprimorar
e para aprender, treinar.

Treinou durante alguns meses
com o seu mestre, o caranguejo,
e no final do campeonato
foi a vez do polvo gigante.

E era bom jogador, esse polvo!
Nadava rapidamente
e tinha força nos tentáculos.
Era um forte combatente.

O polvo fez vários  gols
o público estava entusiasmado.
O bacalhau ficou zangado,
porque ele estava perdendo.

E o caranguejo disse ao polvo:
- Alguns gostam de cantar,
outros gostam de correr
ou de jogar futebol.

Mas o segredo do êxito
é treinar com determinação.
Treinar energicamente
para ser um grande campeão.

Isabel Furini

Isabel Furini é poeta e palestrante - e-mail: isabelfurini@hotmail.com

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