terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Bichos do mar (poema infantil)

Quadro Óleo Sobre Tela de Carlos Zemek
Veja outras pinturas no blog do artista: Clique aqui



Numa cidade marinha
morava uma jovem Sardinha.


Era cidade de artistas,
cantores, bailarinos e malabaristas.


Os Golfinhos dançavam,
as Baleias cantavam,
o Caranguejo tocava a bateria.
Bum!Bum! Que barulhão fazia!



A Estrela de Mar tocava a lira
e a Foca cantava ópera.






A Sardinha não sabia cantar nem dançar.
Coitada da Sardinha! Não achava o seu lugar.

Um dia chegou uma Lagosta
(era uma velha lagosta fotógrafa)
e trazia uma câmera à prova de água.

A Lagosta ensinou a Sardinha
a tirar belas fotografias.

A Sardinha foi nomeada fotógrafa marinha
e falou com alegria: Agora encontrei o meu lugar
e vou fotografar os bichos do mar.

Poema de Isabel Furini autora dos livros "Prego Nélio", "Joana, a Coruja filósofa" e a Coleção "Corujinha e os filósofos".

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

LUIZA VOLTOU DO CANADÁ E NÓS JÁ FOMOS MAIS INTELIGENTES

Gerardo Rabello, reunido com a família para falar do “novo endereço da sociedade paraibana”, pronunciou uma frase enfática: “É por isso que eu fiz questão de reunir toda minha família, menos Luiza, que está no Canadá”.

A publicidade teve um impacto inesperado. O vídeo foi assistido milhares de vezes, propiciando a venda dos apartamentos de luxo. E a Luiza, que estava no Canadá (e entendemos que isso também mostra status, pois o Canadá é um país de primeiro mundo, cujas línguas oficiais são o inglês e o francês – chiquérrimo, não é verdade?) voltou.

A vida da moça mudou. Não só gravou um comercial sobre os apartamentos, como também foi procurada por programas de TV e por empresas de publicidade.

No Jornal do SBT, na quinta-feira, 19 de janeiro, Carlos Nascimento ironizou: “Luiza voltou do Canadá e nós já fomos mais inteligentes”.

O impacto da frase de Carlos Nascimento fez com que muitas pessoas refletissem sobre a superficialidade que impera na mídia. O interessante é que os programas que abordam assuntos mais sérios, em geral, têm menos audiência. Parece que popularidade e superficialidade andam de mãos dadas. Mas será que isso é uma atitude nova no ser humano? Lembrei-me de Heráclito de Éfeso, um filósofo que desprezava o povo porque, em sua opinião, o povo era incapaz de refletir sobre questões sérias. Platão, o filósofo ateniense, também colocou na boca de Sócrates reflexões sobre o assunto no livro “Alcibíades”. O jovem Alcibíades era belo e ambicioso. Ele falava o que o povo queria ouvir para aumentar a sua popularidade, e o povo o seguia.

Os seres humanos mudam exteriormente: roupas, objetos, tecnologia, mas interiormente as mudanças são mais lentas. Na Roma falavam que para dominar e evitar revoltas só era necessário dar ao povo “pão e circo”. Atualmente, a mídia impera. A internet chegou para ficar, e com o poder de despertar interesse, mexer com emoções, criar ídolos da noite para o dia. A Luiza se tornou famosa “em um abrir e fechar de olhos”, enquanto muitos cientistas que trabalham em pesquisas que poderão ajudar a vencer doenças graves, ecologistas que lutam pela sustentabilidade do planeta, em geral, são figuras anônimas. Entendemos a revolta do jornalista Carlos Nascimento, mas parece que o binômio “popularidade-superficialidade” não é tão novo quanto parece.

Isabel Furini é escritora, poeta premiada e palestrante. Autora de O Livro do Escritor da Editora Instituto Memória. Orienta oficina de contos e crônicas no Solar do Rosário. Fones (41) 3225-6232 (41) 8813-9276.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Concurso Poetizar el Mundo

Reglamento:
2º CONCURSO INTERNACIONAL “POETIZAR EL MUNDO”
Modalidad: Poesía Minimalista.
Idioma: Castellano.
La escritora Isabel Furini organizadora del Concurso Poetizar el Mundo, convida para el concurso de de Poesía Minimalista (poemas con máximo de 5 líneas).
1) El Concurso de Poesía Poetizar el Mundo tiene como objetivo estimular la producción literaria y está destinado a todas las personas mayores de 18 años, de cualquier nacionalidad, que vivan en cualquier lugar del mundo y que presenten su trabajo escrito en español.
2) El tema es libre y la inscripción es gratuita. Podrá ser hecha hasta el 20 de marzo de 2012. Cada participante podrá presentar solo un trabajo poesía “mini”, o sea, hasta 5 versos (líneas), inédito (que nunca haya sido impreso en papel, ni publicado en Internet, ni premiado en otro concurso).
4) Se considerarán inscriptas las obras enviadas al Segundo Concurso Internacional al e-mail: isabelfurini@hotmail.com
En el cuerpo del e-mail, o sea en el lugar en el cual se escriben los mensajes, sin archivos anexos. Trabajos enviados en archivos anexos están automáticamente fuera del concurso.
5) El poema debe estar escrito en lengua castellana, con título, digitado con espacio simple, fuente Arial, tamaño 12 (doce).
6) Deberá constar al final: nombre completo del autor, su dirección (incluyendo ciudad y país), e-mail, teléfono y en 4 o 5 líneas, su currículum.
7) La comisión será compuesta por Graciela Pucci, poeta e escritora argentina, por la poetisa Rosakebia Liliana Estela Mendoza, de Chiclayo, Perú (ganadora del primer concurso) y por Jorge Oscar Furini, poeta e psicólogo social también de Argentina.
8) Premios: el primer lugar recibirá una medalla simbólica con su nombre grabado y diploma. El segundo y el tercer lugares recibirán diplomas. Podrán ser escogidas dos Menciones de Honra, que también recibirán diplomas.
9) El resultado del concurso será divulgado en sites literarios de Internet y en el blog: http://www.isabelfurini.blogspot.com/
10) El resultado será divulgado hasta el 25 de abril de 2012. En esa ocasión también será homenajeada con una placa conmemorativa, el poeta brasileño Claudio Daniel, autor de “Figuras Metálicas” (Perspectiva, colección Signos, 2005), quien realizó un excelente trabajo divulgando la poesía de América Latina en el libro “ Jardim de Camaleões, a poesia Neobarroca na América Latina”, publicada por la editora Iluminaras, São Paulo, Brasil.
11º) La participación de las obras se formalizará según lo previsto en este reglamento, lo que implica la aceptación de las disposiciones en él designadas.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Oficina de férias: Como escrever crônicas




A oficina é prática e tem como objetivo conhecer as técnicas básicas desse
gênero,
incentivar a criatividade e a originalidade.


Professor: ISABEL FURINI

Data: 01,02 e 03 de fevereiro de 2012

Horário: 19h às 21h30

Preço: Parcelas mensais R$ 180,00

Local: Solar do Rosário, Duque de Caxias, 04, Largo da Ordem, Curitiba.

Fone: (41) 3225-6232.

sábado, 21 de janeiro de 2012

VIVER OU VER A VIDA PASSAR?

Nos anos 90, uma amiga me convidou para participar de um curso de organização mental. Para reconhecer afinidades entre os participantes, a professora, já na segunda aula, deu-nos um questionário. Uma das perguntas era: o que você quer mudar de sua vida?

Céus! A maioria de nós queria mudar tanta coisa que ficamos surpresos porque minha amiga disse: Eu não quero mudar nada, quero que tudo continue igual, sou aposentada. Uma vez por semana vou até Araucária para ver minha cunhada, uma vez por mês desço à praia para comer um peixinho em Paranaguá e duas vezes no ano vou ao Rio para visitar minha irmã. Eu não quero que nada mude.

– Mas você não disse ontem que mora sozinha?
– Sim, mas eu gosto de morar sozinha.
– E não disse que não gosta do clima frio de Curitiba?
– Sim, mas eu não vou mudar de residência.
– Você não disse que gostaria de cantar?
– Sim, mas tenho tempo de participar de um coro. Eu tenho minha vida bem organizada.
– Desculpe, mas se quer que tudo continue igual, quer dizer que não tem nenhum sonho? Nenhuma meta?
– Não! Já fiz tudo o que eu queria na vida. Entrei em uma empresa como estagiária, antes de terminar a faculdade, trabalhei lá toda a vida e me aposentei. Não quero nada novo, quero que minha vida continue como está.
– Parece que deixou de viver... – afirmou a professora.

Um dos alunos, um rapaz muito brincalhão, exclamou:
– Parece uma morta-vida!

E a namorada do rapaz começou a caminhar como um zumbi pela sala. Minha amiga ficou zangada e reclamou dizendo que quando eles envelhecerem, verão como é a vida realmente.
- Desculpe, senhora. - disse o rapaz - Idosos também têm sonhos. Veja o caso de dona
Claudina (a velhinha estava sorridente), ela quer conhecer as pirâmides do Egito. Para mim o problema não é que a senhora seja idosa. Para mim, o problema é que a senhora já morreu e ainda não sabe disso.

Eu fiquei impressionada porque esses jovens me apresentaram um retrato de minha amiga que eu não conhecia. Eu tentei falar com ela, mas ela não queria dialogar. Não queria mudar. Entendi que era o momento de afastar-me dela, pois precisamos de amigos vivos, com metas, com sonhos, com alegria. Pessoas capazes de dialogar e, se for preciso, de criar mudanças. Não importa aposentar-se de um trabalho, mas não podemos aposentar-nos dos sonhos, porque a vida é um constante aprendizado.

Crônica de Isabel Furini publicada no ICNews.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

No mundo dos sonhos (Crônica de Carlos Zemek


Tamanho da Tela: 60x60 cm
Tema: Inspirado em um sonho.


Eu flutuo pelo espaço ... posso ver estrelas por todos os lados, quando percebo que estou próximo a uma nebulosa cor violeta .... Vejo a Terra de fora ... Mas ela é apenas uma rocha ... Onde um homem de capa de chuva e chapéu metálicos grita lá de baixo na superfície do planeta em meio a uma tempestade de chuva ácida ...

- Desce aqui meu amigo emplumado ... por que voas por aqui???
Sem entender por que ele me chamara de amigo emplumado eu resolvi descer voando e na descida eu noto que meu corpo é recoberto de penas azuis brilhantes ... eu sou apenas um pequeno pássaro azul ...

Pouso a seu lado em uma rocha e a tempestade se transforma em fina garoa, ele abre um guarda-chuva e o prende na rocha pra me proteger das gotas ácidas que já incomodavam minhas penas ...

É uma sensação estranha ser um pássaro disse eu !

- Você sabe muito bem, podemos ser tudo que imaginamos..
- Eu não me imaginei um pássaro!
- Mas voava pelo infinito como um !!!
- Eu estou sonhando não estou ??
- Sim
- Quem é você ?
- Sou parte do Todo como você...
- Por que chove ??? Se isto é um sonho não podia parar ???
- É assim que está sua mente no momento ... (Uma risada sinistra que me dá arrepios)
- Você é um elemental, espírito ou algo parecido???
- Nomes simplórios para definir meu estágio temporário de vida ...
Mas comparando poderia dizer que sou algo assim.
- Me sinto inquieto, posso voar um pouco ??
- Claro, o que você procura está do outro lado deste planeta ...
- Ok... (Me perguntei se ele sabia o que eu queria pois eu não sabia.)
Voar é uma sensação maravilhosa ... saio da atmosfera do planeta e já vejo uma espécie de lua cor violeta .. cheia de plantas e árvores ... enquanto me aproximo uma voz dentro de minha cabeça diz:
- Alto quem vem lá ???(Percebo que é a lua violeta quem fala comigo)
- Estou apenas de passagem... (Digo em voz alta)
- Pode vir!! (Diz a Lua)

Quando me aproximo bastante, posso ver que é um planeta muito parecido a Terra ... com árvores e plantas, mas tudo é púrpura, violeta, azul, roxo e lilás.
Pouso em uma pedra e observo um belo lago com três árvores que parecem emitir luz própria.

Quando olho para o lado lá está novamente o homem de capa de chuva metálica.

- Onde estou? (Pergunto maravilhado com a visão da paisagem)
- Está no lugar tranquilo de sua mente, dentro do mundo dos sonhos.

Fico ali alguns minutos observando a maravilhosa paisagem enquanto uma sensação de paz e tranquilidade invadem minha mente.
Após algum tempo uma grande espiral se abre no espaço e me suga rapidamente para dentro ... nesse instante acordo... mas com a imagem da linda Lua violeta e o lago com as três árvores impressa em minha mente.

Carlos Zemek é artista plástico Contato: (041) 9831-2389.


Para ver outras telas de Carlos Zemek Clique aqui

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

OFICINA DE CRÔNICAS



A oficina é prática e tem como objetivo conhecer as técnicas básicas desse gênero, incentivar a criatividade e a originalidade.

Data: 01,02 e 03 de fevereiro de 2012.

Horário: 19h às 21h30 horas.

Preço: R$ 180,00

Professora: Isabel Furini

Informações: Solar do Rosário (41) 3225-6232.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

JANELA INCA - quadro de Carlos Zemek



Janela Inca

O futuro entrelaça reminiscências

escorregam sonhos pela janela inca,
e o tempo foge
entre pinceladas subjetivas.


Poema de Isabel Furini - inspirado no quadro Janela Inca do artista plástico Carlos Zemek.

Tamanho da Tela: 100x80 cm

Valor: R$ 2.930,00 -

Tema: Inspirado em minhas viagens a Machu Picchu, esta é a imagem que se pode observar ao por do sol de dentro de várias construções Inca, entre a Fronteira do Peru com Bolivia até um pouco antes de chegar a Cusco e Machu Picchu onde as montanhas tem mais vegetação.
Carlos F. Zemek - (041) 9831-2389 - Curitiba

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O HIPNÓLOGO

Quando apareceu o hipnólogo – contratado especialmente para essa festa – todos sabiam que era diversão garantida. E o espetáculo começou: o hipnólogo fez um rapaz de camiseta laranja cantar como Pavarotti, um gordo de óculos cacarejar como uma galinha e uma moça bonita desfilar como Gisele.

Para fechar o espetáculo, aproximou-se de uma senhora muito charmosa, de blusa prateada, que estava com um copo vinho na mão e disse-lhe:

- Olhe bem o copo, lá verá imagem do homem que você ama...

A mulher, em transe, grita: Leonardo!... Leonardo, o amor de minha vida está no meu copo!

E o marido arregala os olhos e grita: Querida, meu nome é Osvaldo!

Crônica de Isabel Furini publicada no ICNews.

domingo, 1 de janeiro de 2012

OBSCURO RETRATO DE CLARICE (em português)





Duas Luas (torrentes impetuosas,
espelhos de paixão)
soterradas nas órbitas dos olhos
e nos lábios
agulhas de palavras (palavras fascinam
os ouvidos e o fluxo do pensamento crava
estacas na areia).

Planta rosas (carmesins e indestrutíveis rosas
que resistem a foice de Cronos).

Enfeitiçados contornos transfiguram a realidade
entre ondas e monólitos de pedra,
A Paixão segundo G.H.
quebra intrincados muros de angustias,
abrem-se perfumadas pétalas artísticas
e no orbe da solidão
é cinzelada a paixão de Clarice.


Isabel Furini.
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