domingo, 29 de janeiro de 2017

Malabarismo - Poema de Isabel Furini



MALABARISMO

Nesta vida tão frágil
bailamos
sobre uma corda tendida 
no abismo
vivemos
entre a desilusão e a esperança
e às vezes o movimento
entre o cume e o abismo 
é tão pequeno
(no sincronismo do tempo)
que a pele de um sapo
o número 13
ou o malabarismo realizado
com as sombras de um poema
nos tornam diferentes.

Isabel Furini







quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

O peixe-palhaço (Poema Infantil de Isabel Furini)

O peixe-palhaço é um bom dançarino
ele dança quando faz calor
e  dança quando faz frio.

Será que o peixe-palhaço
tem dança no pé?

hahahahahaha.
Ele não tem pé!
Mas tem nadadeiras
e  cauda também.

É muito divertido
esse peixinho Nemo!

Ele gosta de dançar axé
e também sabe dançar
samba, cha-cha-chá  e a dança do lelê.

E quando o peixe-palhaço
sobe no tablado
com sua cauda faz um sapateado.

xa xa xa - tec tec tec
xa xa xa - tec tec tec
xa xa xa - tec tec tec

Isabel Furini
Peixes-palhaço - Fotografia de Isabel Furini - Aquário de Seattle

Expressão - Poema de Isabel Furini


EXPRESSÃO

seus pensamentos
escorregam
pela fresta das emoções
sente torrentes de paixões
dominando o seu coração

o poeta expressa
o seu amor
no jardim de solidão
escrevendo seus poemas
com a caneta da paixão.

Isabel Furini

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

AS CORES DO PEIXINHO NEMO

Essa cauda alaranjada
Será verdade ou piada?

Como os peixes-palhaço
Conseguiram essa cor?

Eles têm olhos curiosos
de seres maravilhosos.

Será que eles dançam mambo
e pintam a cauda com suco de morango?

Será que eles dançam a dança do dragão
com muita alegria e muito amor?

Será que eles dançam cavalhada
enquanto são pintados por uma pescada.

Ou será que eles são artistas plásticos
e que se sentem fantásticos

pintando o corpo e as escamas
com diferentes tintas como se fossem pára-lamas.


Isabel Furini


Foto de Isabel Furini - Peixes do Aquário de Seattle

Sombras (Poema de IsabelFurini)


SOMBRAS
Histórias gravadas
na gigantesca sombra de um relógio
histórias contadas pelo vento
retumbam nos ouvidos

o cheiro das flores
desperta um enigmático
trapézio de recordações
- recordações cravejadas
dom pedras de rubi

com a fragrância das flores
espalha-se a saudade.

Isabel Furini

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Do Nada (Poema de Isabel Furini)



DO NADA
Na superfície
do nada filosófico
o peixe da mente
nada
silenciosamente.

Isabel Furini

Na Mesa cabe o Mundo - Uma viagem por Paris

Nesta época, na qual é tão fácil publicar um livro, é difícil encontrar um bom livro de crônicas. Ou seja, um livro interessante e bem escrito. Por isso chama a atenção dos leitores o lançamento de Evandro Barreto, [b]Na Mesa Cabe o Mundo – De Paris ao bar da esquina,[/b] o gosto que a vida tem (Conexão Paris Editora, 2013, 134 p). O autor conseguiu imprimir um ritmo excelente às crônicas. Não é preciso esforço para realizar a leitura da obra – e isso é um trunfo para qualquer cronista.

Já o escritor americano Ernest Hemingway eternizou essa fascinação que a cidade de Paris desperta nas pessoas com o livro "Paris é uma festa", e Barreto, com um espírito mais prático, nos mostra a Paris da gastronomia requintada e até compartilha endereços para que os leitores viajantes possam conhecer esses locais.

A obra foi escrita de maneira estratégica, pois o autor desperta a curiosidade dos leitores falando de Paris, de gastronomia, de vinho, e até dando um pulinho na Inglaterra para informar em uma crônica que até Sherlock Holmes comia lá.

Vejamos um fragmento: "(...) Simpson’s-in-the-Strand. Integrado ao Hotel Savoy, de Londres, o Simpson’s existe desde 1828 e serve o roastbeef mais famoso do mundo, maturado por 28 dias e levado à sua mesa em carrinhos cobertos por grandes tampas de prata com mossas centenárias. O veículo é pilotado por um especialista no assunto, que parece trabalhar na casa desde a fundação".

Evandro Barreta dá uma pequena lista, para não cansar o leitor, de pessoas que passaram pelo local: "Segundo registros insuspeitos de Sir Arthur Conan Doyle, Sherlock Holmes era cliente assíduo".

As crônicas são ágeis e cativantes. Elas convidam à leitura. A linguagem é clara e o mérito de Barreto é não se deter demais nos assuntos. São textos de viagens e têm o movimento, a cor, o entusiasmo de uma viagem: "... antes de tomarmos na estação de Saint Pancras o trem que nos conduziria de volta a Paris em duas horas e poucos minutos, pelo Euro-tunnel." Podemos perceber nesses pequenos fragmentos que a escrita acompanha o ritmo das viagens. Lendo surge a sensação de estar visitando esses locais, seja pela primeira ou pela vigésima vez.

O viajante não é só o autor, mas também o leitor. Sim, o leitor é o convidado especial, ele contempla paisagens, saboreia bebidas, reconhece o sabor da boa gastronomia. "Meu caso de amor com os mexilhões começou na infância... Mais tarde vieram os mariscos da Catalunha". Barreto sabe cativar o leitor, fazê-lo viajar nas palavras. Acontece que ele é publicitário e conseguiu passar o dinamismo e o olhar atento dos profissionais da publicidade aos textos.

Se você está acostumado a viajar ou se está preparando a primeira viagem à Europa, esse livro é leitura obrigatória. E se quer visitar esses locais com a imaginação, o livro também proporciona referenciais, dados, pequenos detalhes que ajudam a fazer a viagem maravilhosa. E talvez o mais importante é que terminamos a leitura com aquele desejo de ler novamente algumas das crônicas. Como um bom vinho o sabor dos textos permanece na memória.

 "Na mesa cabe o mundo" tem um trabalho gráfico aparentemente simples, mas muito bem elaborado e revela a técnica usada no livro: simplicidade, detalhes eloquentes, enumerações precisas, enfim, um livro feito com muito cuidado para conquistar leitores. O livro pode ser adquirido no site:http://www.conexaoparis.com.br/produto/na-mesa-cabe-o-mundo

Isabel Furini é escritora e poeta premiada. Contato: isabelfurini@hotmail.com

Ulula - poema de Isabel Furini


ULULA

Ulula a poesia  
exilada do mundo consumista
mas enraizada
nas profundezas
da alma humana.

Isabel Furini

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Expelir - poema de Isabel Furini

EXPELIR

As lembranças
atravessam
a ponte

o passado
volta em ondas
avança
e na travessia
expele fortes lembranças
espinhos de mágoa e de ódio
e flores de amor e de alegria.

Isabel Furini



Essas Rosas (Poema de Isabel Furini)

ROSAS

Rosas são resplendor
da paixão
sem espelhos
e sem vírgulas

só a emoção
das linhas e das cores
dançando
nas retinas dos beija-flores.

Isabel Furini

 

Fugitivo (Poema de Isabel Furini)


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A Lua (poema de Isabel Furini)





A LUA


passeia pelos jardins
da tristeza e da alegria
e ao chegar ao mar
a Lua decide mergulhar
nas águas da Poesia.

Isabel Furini

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Revista Gente de Palavra

Um poema de minha autoria foi selecionado para essa edição da revista "Gente de Palavra". Vejam a capa da edição 52. Participo com um poema inspirado em uma obra do artista José Antonio de Lima.

Fico honrada e agradeço. Contente de ver entre os poetas que participarão na revista o nome da poetisa amiga Clevane Pessoa.




Gente de Palavra são pessoas que se definem através do trabalho com a palavra, da busca pela perfeita expressão. Qualquer um faz a palavra falar, mas a gente faz mais. Conosco, a palavra brinca, sente, emociona; conosco, a palavra chora, revolta, briga; a palavra pode odiar ou amar. Com nossa gente, a palavra ganha mais vida, por isso a insistência no poema, na poesia das palavras. Gente de Palavra é um projeto que vai trazer ao público o que escreve essa gente que passa horas a bulir com as palavras, só pelo prazer de extrair delas muito mais que um mero discurso, um texto que seja e faça sentido.


Klimt e o Gato (Poesia de Isabel Furini)

KLIMT E O GATO


observamos o gato nos braços de Klimt
e essa cinza fotografia
enternece nosso olhar 

segundo Klimt
só perambularam neste mundo dois artistas plásticos
ele e o retratista sevilhano Diego Velázquez
foi Diego quem influenciou Picasso e Dalí e Klimt
esse Klimt que abraça o gato para fugir da tristeza

essa aliança entre o pintor e o gato
ficou cinzelada pela emoção e pela ternura
em uma fotografia monocromática.

Isabel Furini


Gustav Klimt (1862 - 1918)
Pintor simbolista austríaco

domingo, 15 de janeiro de 2017

Urna Funerária (por Isabel Furini)




URNA FUNERÁRIA

O desejo do morto: “Que meu corpo seja cremado 
e as cinzas jogadas no mar”.
descansa a urna funerária
na praia do espaço-tempo

as águas arrastraram
cinzas e  lembranças

de repente um raio ilumina
o céu nublado

as ondas avançam
e a urna é só um barco
encalhado na praia do ontem

espalham-se as cinzas
do entardecer.

Isabel Furini



sábado, 14 de janeiro de 2017

Ser Escritor (poema de Isabel Furini

SER ESCRITOR

Quando o escritor
consegue achar a clave
ele voa como uma ave
no universo literário
e comentam os leitores
que o escritor é um visionário.


Isabel Furini (Poema publicado na minha página do Facebook em 25/07/2016)


O Jardim da avó - poema de Isabel Furini



O JARDIM DA AVÓ

uma mistura sem fim
de cores, texturas e fragrâncias

selvagem e belo jardim
escondido na minha alma.


Isabel Furini

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Inquieto (poema de Isabel Furini)


INQUIETO

no teatro do mundo
a vida humana
transcorre em adagietto
como um rio inquieto
um rio com curvas
e descidas
um rio com dores e alegrias
um rio que molha
as flores do caminho
sejam flores de ódio
ou de carinho.

Isabel Furini

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Horizonte (Poema de Isabel Furini)



HORIZONTES

revoluteiam os pássaros
do sono
dançam as imagens
sobre as pálpebras cansadas

abrem suas corolas
as flores dos jardins
perfilados
na linha do horizonte
sobre as altas montanhas
e preenchem a alma de esperança.

Isabel Furini



quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Identidade (Poema de Isabel Furini)


IDENTIDADE

despertam
alegres emoções

expressam sentimentos
e convidam à calma

porque as flores são
sorrisos da alma.

Isabel Furini

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Aos que partiram...

Em 2016 vimos partir amigos ou familiares, além de artistas e cantores famosos.
Esse poema é uma singela homenagem para todos os que inciaram sua viagem rumo ao infinito.




AOS QUE PARTIRAM

destinos obedecem
às constelações
e partem
para novos oceanos
enquanto amores e barcos
ficam ancorados
no porto da ausência.

Isabel Furini

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A Gatinha Sapeca (Poema infantil de Isabel Furini)

A GATINHA SAPECA

Eu sou a feliz dona
de uma gatinha sapeca.
Uma gatinha mimada,
linda como uma boneca.

Minha gatinha é esperta,
ela está sempre alerta
para afastar qualquer rato,
e quando não tem o que fazer
ela brinca com meus sapatos.

Minha gatinha é educada,
além de ser engraçada.
Ela é muito elegante,
e é tão sabia quanto um elefante.

Isabel Furini



domingo, 8 de janeiro de 2017

Acordar - Poema de Isabel Furini


ACORDAR

Os poemas acordam
e alagam os jardins
para que as flores
naveguem
(suavemente)
em barcos de palavras.

Isabel Furini

Criança (poema de Isabel Furini)

Criança

Não havia televisão
E brincava com bonecas.
Era uma criança sapeca
Que fazia dançar o pião.

Isabel Furini

sábado, 7 de janeiro de 2017

O pássaro azul

O pássaro azul cantava
uma canção
engraçada.

O sabiá
ouvia
e se divertia.

A cotovia,
cantora profissional,
também ouvia e ria.
Ha,ha,ha,ha,ha,ha,ha.

Falou o bem-te-vi:
- O pássaro azul espalha alegria!

Isabel Furini
Quadro de Eloir Jr.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Alegria!



Ai, que alegria!
Vamos afastar a melancolia
e iniciar o novo ano
em boa companhia.
La,la,la,la,la,la,la,la.

Isso falou a cotovia,
quando convidou
os bichos da floresta
para uma linda festa.

Isabel Furini

Persistir - poema de Isabel Furini


PERSISTÊNCIA

O amor existe?
Quanto tempo dura?
Na moldura,
como fruta madura.

Um apego pode ser
mais firme
e persistente que o amor.

Isabel Furini
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