segunda-feira, 18 de novembro de 2013

GANHADORES DO 5º CONCURSO “POETIZAR O MUNDO”

PRIMEIROS LUGARES 5º CONCURSO “POETIZAR O MUNDO” - ANO 2013


Agradecemos aos jurados:
O editor do Instituto Memória, escritor Anthony Leahy, poeta Andreia Carvalho Gavita, editora da revista literária Mallarmargens e editora multimídia em Revista Zunái, o poeta, escritor e gestor cultural Daufen Bach, editor da revista virtual Biografias, e o poeta e escritor Jocelino Freitas.


1º Lugar
IMPRESSÃO AOS DEFUNTOS DO LAGO NATRÃO

Eu vi, nos olhos calcificados de um pássaro morto
O mesmo desespero opaco
Achados no olhar de um menino de rua.
Eu olhei fundo e vi medo
O Nada refletido em um punhado de pó.

Felipe Hack de Moura de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Estudou Publicidade e Propaganda na PUC-
RS, atualmente estuda letras na UFRGS, já participou de oficinas literárias com os escritores Charles Kiefer e Paulo Kralik. Na oficina de Kiefer, em um concurso interno de contos, ficou no primeiro lugar. 


2º Lugar
NÃO ESTOU EM CASA
Angústia
Habitar o mundo
Não meu habitat

Andreas Gonçalves Lind é natural de Lisboa, graduado em Economia e Filosofia, atualmente estuda Teologia em Roma.


3º Lugar
NECROSE
Ainda vivo
(e) morro
por sua
ausência
(presente em mim).

Paulo Franco: Reside em Ribeirão Pires-SP, tem 53 anos, casado, 2 filhos, é professor, formado em Letras e em Pedagogia e Pós-graduado em Docência para o Ensino Superior. Tem 8 livros publicados.


Menção Honrosa

AMOR-TECE
Esse samaritano coração
em cada renegada pétala,
em cada desprezado grão:
borda-se ínfima descoberta,
cultiva-se avessa plantação.

Jeferson Alves Bandeira: Curitiba/PR, 33 anos, formado em Letras pela UFPR. Possui alguns livros publicados, entre eles o livro-baralho Agonias Ilustradas, que é uma réplica de uma caixinha de baralho, lançado em 2012. É um cara que acredita no poder que carrega em si a escrita. Ao se escrever, nos inscrevemos no mundo. Ao lermos, reforçamos essa inscrição. Se a literatura é um sistema, que nunca seja de opressão.


Menção Honrosa
PERGUNTANDO AO DEMO
- O que tem dentro de mim?
- Não tem nada, desgraça!
- E o que tem dentro de si?
- Não tem nada de graça.

Giovanna Carla Silva de Oliveira possui dois livros publicados: Outro Dia (2002) e Mesmo Assim (2008). Conquistou alguns prêmios em concursos literários e publicações em coletâneas. Já participou de saraus e recitais, como na I Bienal Internacional de Poesia de Brasília e Bienal do B – Poesia de Rua (T-Bone). Giovanna Carla é editada pela EMI Publishing Brazil e é membro correspondente da Academia de Letras Rio – Cidade Maravilhosa e da Academia Marataizense de Letras. www.giovannacarla.com.br


Menção Honrosa
URUBUS
As asas
sobre as casas
em brasas.
Moro no morro.
Onde todos os dias, eu morro.

Cleberton Oliveira Garmatz
Escreve o blog: http://triboanacronica.blogspot.com

Menção Honrosa
SIGO
Sigo colinas
E depois o luar
Uma voz
E um grito
Saudade

Gilcéa Rosa de Souza: Licenciada e Bacharel em Letras – Português/Inglês e pós-graduada em Língua Portuguesa, Planejamento Educacional e Educação Especial Inclusiva com Ênfase em Deficiências. É professora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira. Atualmente cursa Biblioteconomia na UFES. Através da poesia teve a oportunidade de tomar posse como membro-correspon­dente da Academia Calçadense de Letras (ACL), da Academia Mateense de São Mateus – AMALETRAS e é membro efetivo da Academia Feminina Espírito-Santense de Letras (AFESL). Em 2012 publicou Versos Inver­sos (poesia) e Reflexos do Outono (e-book de poesias).








terça-feira, 12 de novembro de 2013

CONFISSIONARIUM

                Recebemos o livro de poemas Confissionarium, de Marisete Zanon (Ed. Scortecci, 2013, 210 p). A autora escreve poesia desde os 12 anos de idade. Já foi premiada em vários concursos literários e é membro fundador da Academia de Letras de Foz de Iguaçu. Em 2003 publicou o seu primeiro livro, intitulado Um Cordão de Confissões, e agora nos surpreende com esse segundo livro de pomas, Confissionarium.
                A capa nos remete a uma confissão de tipo religioso, mas na realidade a autora se confessa diante de si mesma, ou talvez diante da Musa da Poesia. À medida que lemos os poemas, sentimos que o livro é uma expressão do eu da autora. Esse eu se espelha em cada página: é o amor, o sexo, a tristeza, a saudade, chorar o que nunca foi, denunciar a falsa alegria, o dissimulo. Nesse livro, Marisete Zanon se mostra íntegra: com suas emoções, seus pensamentos, suas ideias, seus sonhos, suas desilusões, seus desejos. É ela mesma se desdobrando em cada linha.
                Confessa: “sigo amputando sentimentos/ e quando fecho meus olhos/ é mais daquelas imagens/ que me vem à mente (...)
                Os versos de Marisete são contemporâneos, sua escrita é atual, de impacto. Vejamos o poema “Dós de alguns dias”:
tecia os horrores dos dias
nas bordas do espelho
que reverberava ais
em dó maior.
                No prefácio, Daufen Bach, falando da intensidade da obra de Marisete Zanon, afirma: “Esse livro retrata o amadurecimento poético, a poesia livre de convenção e a liberdade de compor. O termo ‘Confissionarium’, título do livro, inexiste! É uma incorreção da linguagem, uma licença que subjetivamente nos transporta para um universo intimista”.
                A autora revela um universo no qual reina o feminino, o amor, a paixão, o flutuar das emoções. Especialmente as leitoras vão se encantar com essa obra – é como correr as cortinas de um teatro e ver desfilar cenas da própria vida. A autora teve a inteligência e sensibilidade de transpor em palavras alguns fatos, imagens, ideias que fazem ou fizeram parte de suas vivências. O livro não é morno, é passional, como disse Daufen Bach: “intenso” – os poemas partem de imagens, de sensações, de emoções.
Marisete confessa no poema Personagens Poéticas: “A escrita me dilui em palavras/ me entrego demais, amo demais/sinto demais e possuo demais. Mas também odeio demais/ e confesso demais”. No mesmo poema declara: “Pago um preço alto/ por cada palavra escrita”.          
Muitas vezes lemos poemas tecnicamente corretos, mas sem vida. Talvez por isso Marisete surpreende. Ela se entrega à poesia, torna-se um personagem, passa a viver de poesia e pela poesia. Sua paixão poética e sua honestidade surpreendem neste mundo de mentirinhas que vivemos, no qual as pessoas fingem que estão sempre felizes e triunfantes. A civilização contemporânea parece ter se transformado em uma civilização de brinquedos. Tudo é jogo, brincadeira, consumismo. Não importa quem se machuca nesse caminho vertiginoso rumo ao nada. A nossa época é de hipocrisia e indiferença. Por isso, o livro de Marisete comove e até pode incomodar, ela revela que em seu coração coexistem o amor e o ódio. Revela também o instinto sexual feminino, revela amores e desilusões. É “o amor e o medo por baixo da pele”.
Confissionarium é um livro de poemas que desafia o leitor a tirar as máscaras e entender a própria subjetividade.


Isabel Furini é escritora e poeta premiada, autora do livro “Escrevendo Crônicas – Dicas e Truques”, da editora Instituto Memória. Contato pelo e-mail: isabelfurini@hotmail.com

Livro: Como Escrever Crônicas


A crônica é popular, estudantes, professores, profissionais de diversas áreas gostam de ler crônicas, sejam nos jornais, nas revistas ou em livros. Pois bem, a convite do editor Anthony Leahy, da Editora Instituto Memória, decidi escrever um pequeno guia prático para os autores que desejam começar a escrever, sob o título “Escrevendo crônicas: dicas e truques”.

A crônica é um gênero que atrai as pessoas por ser coloquial, simples na aparência, muitas vezes divertido. Uma maneira pessoal de exprimir a visão sobre o mundo. As vivências podem ser narradas em forma de crônica, seja a ida ao dentista, a viagem à Europa, ou simplesmente a irritação por ter que esperar um táxi durante quase uma hora. A crônica permite que o eu se expresse com liberdade. Deixa fluir os pensamentos. Por isso, no livro são assinaladas formas diferentes de focar esse trabalho. Os leitores que desejam começar a escrever crônicas encontrarão orientações simples, claras e úteis para trabalhar esse gênero.

Para guiar os novos cronistas, selecionamos algumas crônicas como exemplos de modalidades. Crônicas estruturadas com paralelo, com diálogo, com personificação. Crônica dissertativa, descritiva e outras. Esses trabalhos estão no final do livro e proporcionarão mais um recurso para começar a escrever. As crônicas escolhidas são dos seguintes autores: jornalista Willy Schumann, Elizabeth Inêz Espinosa, Marina Carraro, Carlyle Popp (da Academia da Paranaense de Letras Jurídicas), Lindsay Colle, Willians Mendonça, Gabriel Marins, Val Pereira, Maria Edna Holler de Oliveira, Raissa Moreira, Eliziane Nicolao Lobo Pacheco, Amanda Vital, jornalista Luana Gabriela da Silva e jornalista Katia Velo.

Nesta época, com os blogues, sites e redes sociais, as pessoas querem escrever, comunicar suas experiências, emoções, suas ideias e pensamentos, pois bem, a crônica, como uma mãe generosa, permite a expressão da subjetividade.
O livro pode ser adquirido no site: http://www.institutomemoria.com.br/
Isabel Furini é escritora e poeta premiada. Contato: isabelfurini@hotmail.com



quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Poema de Isabel Furini e quadro de Lucy Orquiza

O palhaço brinca,
brinca sem parar,
ele só deseja
divertir a criançada
e ouvir muitas gargalhadas.

Mas se ele não ouvir
lindos risos no salão
ele acha que foi ruim
a sua apresentação.

Ele fica triste, muito triste
e muito desiludido
e pergunta sem cessar:
O que terá acontecido?...

Poema de Isabel Furini
Tela da artista plástica Lucy Orquiza
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