sábado, 20 de setembro de 2014

CONCURSO POETIZAR O MUNDO - DECLAMANDO



9º Concurso Poetizar o Mundo

ORGANIZADORA: Isabel Furini

Regulamento:
1) O Concurso 9º Concurso Internacional POETIZAR O MUNDO DECLAMANDO POESIA aceitará inscrições até 11 de Outubro/2014.
2) O Concurso de Declamação será no Restaurante Dona Doida (Alameda Princesa Izabel, 704 - Curitiba), em 15 de outubro de 2014 (quarta-feira) a partir das 19 horas. A ENTRADA custa R$ 7,00 (sete reais), inclui um minikit individual (petiscos), e pode ser adquirida com antecipação ou na hora do evento;
3) Os participantes deverão ser maiores de 18 anos, de qualquer nacionalidade que se comprometam a declamar um poema com as características descritas neste regulamento;
4) Os candidatos devem enviar currículo e um poema com máximo de 20 linhas de sua autoria ou de outro poeta para o e-mail: isabelfurini@hotmail.com;



SUGESTÃO DE POEMAS PARA DECLAMAÇÃO
ARTIMANHAS DO IMAGINÁRIO
ululavam imagens do passado
:
a  morte de sua mãe pairava na memória
e ele permanecia silencioso
(sombra entre sombras)

de repente
:
vi a bola avançando rapidamente
ele  gritou
                                      :
                                     GOOOOOOOOOOLLL!!!
e parecia contente
(voltou dos confins do silêncio)
dilacerou a culpa cinzelada pelo imaginário
esmagou as sombras do remorso
e da depressão
(fantasmagóricas e involuntárias sombras)


então falei
:
a ave Fênix,
é consumida pelo fogo (da culpa?)
mas logo,
das cinzas renasce
num jogo eterno onde morre e nasce

meu amigo escutou em silêncio e me deu um abraço
:
afastaram-se as nuvens
e eu vi imagens de anjos.
Isabel Furini

                                                             ***




REDES

Trampa mortal
en el mar de sombras.

Hay redes que nos atrapan.

Refleja mi silencio
el movimiento del água
entre mis pies dormidos.

Y esas montañas,
montañas del olvido
que reviven esperanzas muertas
y anuncian una aurora nueva
en la desierta ruta del destino.

Isabel Furini




Motivo

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.
CECÍLIA MEIRELES, C. Antologia Poética


__________


No olho da agulha


Tatuar silêncios como formigas.
Afogar os relógios
numa pálpebra.
Vestir o grito com a pele
do escaravelho.
Torcer os músculos da face
em perplexidade.
Cruzar a via absurda
das unhas, desorientado,
obscuro, recurvado
sobre as nádegas.
Saber que toda flor é ridícula,
e mesmo assim cultivar
o minério,
a dor,
a surda epilepsia.
Esquecer o próprio nome,
e sovar a terra
até a exaustão.
(Fosse apenas uma canção de colheita,
você diria amor e outras
palavras fáceis.)
Com o riso estúpido do camelo,
viajar ao olho
da agulha,
labiríntico, insano,
acreditando que toda história é um ácido.
Depois cauterizar a ferida,
aceitar o reflexo,
o simulacro,
lembrar-se
da semente antes do pão.

Tayata gate gate
paragate parasamgate
boddhi soha.

Claudio Daniel


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Soneto Presunçoso
Que forma luminosa me acompanha
quando, entre o lusco e o fusco, bebo a voz
do meu tempo perdido, e um rio banha
tudo o que caminhei da fonte à foz?

Dos homens desde o berço enfrento a sanha
que os difere da abelha e do albatroz.
Meu irmão, meu algoz! No perde-e-ganha
quem ganhou, quem perdeu, não fomos nós.

O mundo nada pesa. Atlas, sinto
a leveza dos astros nos meus ombros.
Minha alma desatenta é mais pesada.

Quer ganhe ou perca, sou verdade e minto.
Se pergunto, a resposta é dos assombros.
No sol a pino finjo a madrugada.
Lêdo Ivo

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Rebeldia

Para não repetir
o modelo
que me apresentaram,
escrevi roteiro contrário.
Fixação insana,
não ser igual.
Desperdício e cansaço.

Acordei.
Soltei balaios
de rebeldias e sofrimentos.

Moldes vazios,
insinuo passos que são só meus
e jeito próprio de andar,
para escrever
outro enredo,
nova história...

Adélia Maria Woellner

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

POEMAS GANHADORES DO 6º CONCURSO POETIZAR O MUNDO

RESULTADO do 6º Concurso Poetizar o Mundo - Setembro/ 2014





Agradecemos aos 293 participantes. Os poemas expressam beleza e criatividade, e foi difícil para os jurados realizar o trabalho. Parabéns para todos os participantes!

Recebemos poemas de Brasil e de Portugal, e foi respeitada a grafia dos dois países.

Os ganhadores receberão Certificado pelos correios. O primeiro lugar receberá um troféu.

Agradecemos também membros da comissão julgadora será composta por quatro jurados: o poeta Alexandre Pontes, a poeta Andreia Motta (Presidente da UBT – S/ Curitiba e Vice-Presidente da Academia Paranaense da Poesia), a poeta e professora Vanice Ferreira e o escritor e poeta Rodrigo Domit.



NOTA MÁXIMA: 40 pontos

RECEBERAM AS MELHORES NOTAS:

PARADOXO - nota: 36
Amor fatal – nota: 33
Saltitância – nota: 32
Estrada da glória - nota: 31
Cosmos - nota: 30

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PRIMEIRO LUGAR

PARADOXO


Olho o semblante sombrio à sombra: Assombro.
A treva imunda emana de mim mudada: Maldito.
A pessoa aperta o passo com pressa: Paro.
Na pausa penso, um flagelo me aflige: Reflito.
Confuso, continuo caminho cansado: Conflito.

Rodrigo Luis Mingori nasceu em Palma Sola (SC) em 1988. É subversor indolente e foi humanista algumas vezes. Hoje se dedica à literatura pelo prazer de mentir elaboradamente.

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2º LUGAR
Amor fatal

emudeceram
as línguas afiadas
em um beijo
suicida


André Telucazu Kondo é autor de vários livros premiados, tendo recebido mais de cem distinções literárias. Pós-graduado pela University of Sydney, viajou por 60 países em busca de inspiração. www.andrekondo.blogspot.com.br


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TERCEIRO LUGAR
Saltitância

Pulou o céu
na poça
d'água.

Marcelo Melo Soriano é escritor gaúcho, com ênfase em literatura africana de Língua Portuguesa. Escreve prosa e poesia. Destacou-se em alguns concursos literários nacionais.

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MENÇÃO HONROSA
Estrada da Glória

Quando deslizas como seda
no interior da minha memória
pareces uma serpente de ouro
trilhando a estrada para a glória.

Joaquim José Teixeira Vieira Semeano, de Almada, Portugal. Jornalista e escritor, 49 anos; profissional, durante 25 anos, no jornal "Record", em Lisboa; vencedor, em 2011, do prémio literário Maria Rosa Colaço, com o livro infantil "Era Uma Vez Um Nariz", obra editada em 2013 pelas Edições Vieira da Silva; poemas publicados em colectâneas diversas, e actividade de escrita dividida por vários sites na internet.


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MENÇÃO HONROSA
Cosmos

Universos
Une versos
Em um só verso

Erinaldo Barbosa da Silva, nascido em Mato Verde/MG em 23/12/1970. Formado em tecnólogo em cooperativismo, professor na cidade de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha. Já foi professor em Pirapora, morou em São Paulo e passou uma temporada no Acre na Amazônia Brasileira.

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terça-feira, 9 de setembro de 2014

8º Concurso Internacional Poetizar o Mundo - Poemas inspirados em Artes Visuais




8º Concurso Internacional Poetizar o Mundo - Poemas inspirados em Artes Visuais

Poemas minimalistas inspirados em quadros, esculturas, gravuras ou desenhos.

Troféu Carlos Zemek






Regulamento:

1) O Concurso 8º Concurso Internacional Poetizar o Mundo, seguindo o conceito curatorial de Carlos Zemek, harmonizará Poesia e Artes Visuais;

2) Os candidatos devem enviar um poema inspirado em algum quadro,escultura, gravura ou desenho de qualquer nacionalidade;

3) Os participantes deverão ser maiores de 18 anos, de qualquer nacionalidade e de qualquer lugar do mundo que enviem um poema com as características descritas neste regulamento;
4) O poeta apenas poderá participar com um só poema de até 5 versos (linhas). O poema deverá ser inédito, em língua portuguesa, de sua autoria. (Por inédito se entende que nunca foi publicado de nenhuma maneira, nem na internet, nem em livros, jornais, revistas, boletins, etc.);
5) O autor deverá enviar seus dados: nome completo do autor, seu endereço, e-mail, telefone e resumo de currículo no corpo do e-mail, sem arquivos;
6) O poema e os dados deverão ser enviados diretamente no corpo do e-mail, sem arquivos. Não serão abertos arquivos. Enviar e-mail para: isabelfurini@hotmail.com
7) A comissão julgadora será composta por três jurados: o cronista e jornalista Daniel Zanella, editor do Relevo, impresso mensal de literatura, o poeta Jocelino Freitas e a poeta Elieder Corrêa da Silva, membro do Centro de Letras de Curitiba.
8) O concurso se inicia em 09 de setembro e o encerramento será em 31 de outubro de 2014;
9) Premiação: o primeiro lugar receberá o troféu Carlos Zemek e um diploma. O segundo e terceiro lugares receberão diploma e medalha simbólica. Serão escolhidas duas Menções Honrosas, que receberão Certificado;
10) O resultado do concurso será divulgado até 30 de novembro/2014, em sites literários da Internet e nos blogues: www.isabelfurini.blogspot.com/ - poetizaromundo.blogspot.com.br/;
11) Carlos Zemek homenageará com medalhas comemorativas quatro personalidades que trabalham em prol da cultura: Marcos Cordiolli, Presidente da Fundação Cultural de Curitiba, o diretor da Associação Profissional dos Artistas do Paraná, Osmar Carboni, Arriete Rangel de Abreu, poeta, gestora e promotora cultural através do Projeto SemeARTE e Vera Fonseca, poeta e membro da Academia Cascavelense de Letras – também receberão Diploma de Honra ao Mérito ao editor Anthony Leahy e para a jovem escritora Maria Sampaio, romancista de 17 anos de idade que lançou seu primeiro livro neste ano;
12º) O encaminhamento dos trabalhos na forma prevista neste regulamento implica em concordância com as disposições nele consignadas.
ORGANIZADORA: Isabel Furini
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