sábado, 20 de setembro de 2008

MENINO EM AULA DE BALÉ???!!!

Nessa escola, como geralmente acontece, as meninas freqüentavam aulas de balé e os meninos, aulas de esportes como futebol ou artes marciais. Um dia, Darcísio, o ruivo sardento entra na aula de balé. A professora, gentilmente, solicita que ele se retire. – Eu também quero fazer balé – disse o menino. – A professora fica impressionada pela coragem do rapaz e o deixa participar da aula. Um aluno da terceira série olha pela janela e o que vê o faz soltar um grito. – Rapazes, tem um menino nas aulas de balé... Foi uma algazarra. Todos gritando: – Mexe o pé, Mariquinha. – Dá um pulo, Mariquinha. Risos e gritaria. Adriano, da oitava série, aproxima-se curioso com os gritos. Quando vê o ruivo dançando balé, um sorriso apareceu em seu rosto. Ele é colega de sala... eu acho que seria melhor vocês ficarem de boca calada. Você são tolos? Querem apanhar? Esse é Darcísio, ele é faixa preta. – Ele é? – Perguntou assustado o menino magricela. Nesse momento, Darcísio saía da aula e perguntou: – Quem estava gritando? Quem quer mexer comigo? Qual de vocês vai encarar? A turma foi recuando. – Ei, magrinho, era você que estava gritando: Mexe o pé, Mariquinha. – Não... sim... não... não... eu não sabia que você era faixa preta. – Eu sou. – E faz aulas de balé? – Balé dá flexibilidade aos movimentos de karatê. A próxima vez que alguém abrir a boca e comentar alguma besteira sobre mim ou sobre as aulas de balé, vai se arrepender. Na próxima aula de balé, a professora ficou surpresa. Havia sete rapazes na porta da sala esperando-a. Queriam iniciar as aulas.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

A POESIA ESTÁ MORTA?

A maioria das pessoas gosta de escrever poesia, não é verdade? Ao menos em uma época da vida, na adolescência , nos momentos de solidão ou de tristeza, escrever poemas faz tanto bem para nossas almas! Para muitos, a poesia é como uma amiga secreta, a gente tem medo de mostrar o que escreve, pois os outros podem rir ou dizer: Li no jornal que estão procurando o assassino da Musa da Poesia,e vejo que o criminoso é você mesmo.Há muitos anos levei um livro de poemas para um editor. Ele nem olhou, e disse: “Não edito poesia. Poesia tem mais autores que leitores”. Realmente, o mercado de poesia é pequeno. Mínimo, diríamos. Até aqueles que escrevem poesia raramente adquirem livros de outros poetas. Por quê? Não sabemos. Uma amiga comentou que a maioria dos livros de poesia é ruim, então, ela só adquire livros de poetas já consagrados, porém “quem não arrisca não petisca”. Milhares de poetas escrevem e bancam a edição de seus livros. Depois de pisar nas nuvens, caem na triste realidade. Como é difícil vender livros de poesia! São livros que encalham, disse-me um vendedor de uma grande livraria de Curitiba. E o pior é que encalham mesmo.Conheço poetas que dão seus livros de presente. Algumas pessoas agradecem, manuseiam um pouco o livro na presença do autor, elogiam e guardam na prateleira sem ler. Às vezes, esses livros presenteados terminam no sebo, outros têm fim desconhecido. Isso porque as livrarias de usados estão abarrotadas de livros de poemas. A maioria dos sebos não aceita, não compra nem troca livros de poemas. Mas você e eu, que amamos a poesia, talvez devêssemos ajudar – segundo nossas possibilidades, aos novos autores. Eu adquiri um livro de Poemas de José Luis Carvalho, O Sol do Sonho, na Fundação Cultural de Curitiba, como narrei na crônica publicada neste Portal, intitulada A Tribo dos poetas. E tive uma surpresa maravilhosa. Amei os poemas com suas imagens quebradas e metáforas originais.Afinal, o desespero de novos poetas investirem em suas próprias obras demonstra que a poesia não está morta, ao contrário, está viva, forte e renovada. Uma musa sempre bela!E livrinhos de poesia são, em geral, tão baratinhos! Eu decidi adquirir um ou dois livros de poemas por mês, para dar uma chance a esses novos poetas. Talvez meu pequeno gesto ajude alguém talentoso, talvez... Nunca se sabe.
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