sábado, 29 de setembro de 2012

POESIA E POEMA (poema infantil)


(Leitura recomendável: a partir de 8 anos).

Na porta do prédio,
o poeta falava com Maria:
- Poemas são ondas
no oceano da poesia,
mas há alguns dias
eu não tenho inspiração.


Nesse mesmo momento,
uma gatinha sapeca
que brincava no parapeito
da janela
deixou cair seu brinquedo...
A boneca aterrissou na cabeça do poeta.
Plaf!


E de repente, uma luz:
- Você quer me conhecer?
Eu sou a Poesia.

O poeta olhou o céu e começou a poetar:

A poesia é deserto, céu, ar, luz, mar...
Poemas são como areia,
poemas são como o vento,
poemas são como as ondas
que agitam o belo mar.

O poeta abriu os olhos
e exclamou:
- Os poemas são como pássaros,
livres pássaros e pássaros prisioneiros,
pássaros voando no céu,
aprisionados nas letras,
aprisionados nos livros,
quase canções do mar.

Rindo, a Maria falou:
- Agradeça a esse gatinha,
você estava na ruína.
Dê a ela um brinquedo novo,
mostre a sua gratidão,
pois voltou a sua inspiração.


Isabel Furini é escritora e poeta premiada.

domingo, 23 de setembro de 2012

Aquella casona (poema de Ana Maria Chaparro)


Despliego mis alas al cielo,
para surcarlo en mi vuelo,
que me llena de recuerdos,
los pisos crujientes de madera,
el olor a pan recién horneado.

Las risas, los sueños,
las picardías a escondidas,
esas que compartíamos
con hermanos, con primos,
mientras en la vetusta
ardían insolentes los leños.

Cuando el atardecer desplegaba
sus impensados colores,
sentados frente a ella
como asombrados espectadores,
verla pintarrajeada por los ocres,
naranjas y rojizos que nos anunciaba
la llegada de la noche.

Estoy después de largos años
sentada frente a ella nuevamente,
con el mismo asombro de aquellos tiempos,
pero con el dolor de ver
que ya no la pintan celestiales colores.

Ana María Chaparro

domingo, 16 de setembro de 2012

A BIBLIOTECA (miniconto)



A voluntária na creche, apelidada Madame Botox, entrou na biblioteca. Generosa, sorria, lia, dava sopa às crianças. Depois solicitava votos para seu marido.
Título do livro? – perguntou Dalma. “Nem botox conserta essa cara de bunda...” – pensou.
Irmãos Grimm.
Dalma procurou-o nas estantes.
Crianças podem escolher...
Não! Eles são de famílias pobres e ignorantes.
Aqui está.
A madame pegou o livro. Saiu. Dalma ficou olhando-a pela janela.
Chateada? – perguntou Tânia.
Livros deveriam ter espelhos psicológicos, os leitores poderiam enxergar o verdadeiro rosto.
– Muitos livros têm espelhos, Dalma, mas algumas pessoas não querem se enxergar.

Isabel Furini é escritora e poeta premiada. 

domingo, 2 de setembro de 2012

Livro e exposição em Curitiba

"Formas da Vida", obra de Carlos Zemek que fará parte da exposição "Silêncios do Homem e da natureza".
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