quinta-feira, 31 de outubro de 2019

A vassoura da bruxinha (COM CRUZADINHA) - por Isabel Furini


Arte digital de Isabel Furini

A VASSOURA DA BRUXINHA

Era uma bruxinha linda,
com cabelos cor da noite.
A bruxinha era querida,
mas, havia uma coisa esquisita
(que os vizinhos criticavam)
pois a bruxinha falava
com uma velha vassoura.

Os vizinhos não sabiam,
mas a vassoura respondia.
E não era muito educada.
- Vamos voar? - perguntava
a bruxinha suavemente.
E a vassoura respondia:
Voar agora. Você é demente?

Cansada de ficar falando
com uma vassoura irritada,
a bruxinha decidiu guardar
a vassoura em um armário.
E a vassoura chorava.
Gritava: - Aqui dentro é escuro.
Quero voar sobre os muros
e visitar outras terras.

Até que um dia chegou um mago
e depois de ouvir a história,
disse com voz peremptória*:
- A raiva de sua vassoura
não é real, é ilusória.
Ela precisa de um amigo.
O mago abriu uma caixa
enfeitada com espigas de trigo.

Dentro havia um esfregão.
A bruxinha abriu o armário.
A vassoura e o esfregão
ficaram um tempo se olhando...
por fim, começaram a falar
e também a namorar.
E assim termina a história
da vassoura tagarela.

Isabel Furini

*Significado de "peremptória": firme, categórico, definitivo.


CRUZADINHA

 HORIZONTAL:
1. Quem é a dona da vassoura?
2. Onde a bruxinha colocou a vassoura?
3. como estava o armário?
4. Quem chegou?
5. O que ele trazia?
6. Enfeitada com espigas de...?
7. Como era a voz do mago?
8. O que tinha na caixa?
9. Os dois começaram a...





quarta-feira, 30 de outubro de 2019

O PEQUENO SAPO (Poema contra o bullying - por Isabel Furini)


Fotografia de Isabel Furini

O PEQUENO SAPO

Era um sapo pequenino,
Cabia em uma caneca.

Ele tinha três amigos,
O carué, a tartaruga e a marreca.

O sapo morava no pântano,
E o velho urubu ria dele.

Todos os dias gritava:
- Sapo, você é careca!

A tartaruga falou:
- Ele não tem pelo, não.

Mas você velho urubu
É o verdadeiro careca.

O Urubu pegou uma cueca
E a colocou na cabeça.

A marroca perguntou rindo:
- Essa cueca é um troféu?

Por que, amigo urubu,
Usa uma cueca como chapéu?

O urubu ficou calado,
Mas ele entedeu o recado:

"Ninguém gosta de ser caçoado."

Isabel Furini
Contato: isabelfurini@hotmail.com





terça-feira, 29 de outubro de 2019

Antípodas - poema de Isabel Furini


ANTÍPODAS

este mundo é hostil
como o tigre a a hiena
e fazer a promessa de ser luz
e de ficar longe da arena
proporciona à mente
a sensação de paz

mas, o momento é fugaz
como as ondas do rio
e todos nós temos
um lado sombrio
e isso nos incomoda
pois é terrível saber que somos
antípodas de nós mesmos
- nossos próprios carrascos.

Isabel Furini

sábado, 26 de outubro de 2019

Poema de Isabel Furini



O macaco come bananas
e também amendoim,
a macaca prefere torta
com sementes de gergelim.


O elefante come folhas
o urso toma o mel
e meu irmãozhinho Miguel
gosta de comer pastel.

Isabel Furini






Minhas lindas bonecas - poema infantil de Isabel Furini



MINHAS LINDAS BONECAS

Tia Aninha trouxe vestidinhos
para minhas lindas bonecas.
A mais velha  está triste,
porque está ficando careca.

Eu olhei a sua carinha e pensei
essa boneca precisa de cabelo.
Ela é uma linda princesa
e mora em um enorme castelo.

No dia de seu aniversário,
levei a boneca careca
ao hospital de brinquedos,
e o médico colocou lindos cabelos.

Agora as minhas bonecas
estão lindas como as fadas.
Eu cuido muito bem delas,
das minhas bonecas amadas.

Isabel FuriniIsabel Furini

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

O poeta e o místico (poema de Isabel Furini)





O POETA E  O MÍSTICO

o velho poeta vomita um poema
escurocomo o rio de Heráclito
um poema com a aspereza das rochas
para expressar suas dúvidas: quem sou?
de onde venho? para onde vou?

enquanto o sábio sem preocupações e sem pressa
dedica as suas horas à busca celestial
e sentado perto da janela contempla o pôr do Sol
e murmura uma oração mística
para purificar o seu corpo astral.

Isabel Furini

Viver narcisisticamente - Poema de Isabel Furini



Viver narcisisticamente

É o canto do Narciso
uma euforia
uma bela melodia
dedicada a si mesmo

por isso, o narcisista
mora ingenuamente
no cume da montanha
localizada
no lado escuro de sua mente.

Quadro de Perla Sar


quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Ambivalente (poema de Isabel Furini)





AMBIVALENTE

Com um pé na cova rasa
e outro na barcaça de Caronte
o velho poeta descobre
(olhando a linha do horizonte)
que a vida é uma onda do mar das dúvidas

e a Poesia?
ela semeia metáforas e vertigem
mas também pode outorgar a paz

a Poesia é ambivalente
pode descrever o sol nascente
ou deleitar-se no ninho das serpentes.

Isabel Furini

Exposição de Poesia de Isabel Furini e Neyd Montingelli



A inauguração da exposição de Poesias "Ranhuras Poéticas", acontecerá em 10 de novembro, a partir de 11h55m, na Feira do Poeta de Curitiba, rua  Cnel. Enéas, 30, Largo da Ordem, Curitiba.
A exposição contará com poemas de Isabel Furini e Neyd Montingelli, e quadros de Ivani Silva.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

O Fogo das Letras (Poema de Isabel Furini



O FOGO DAS LETRAS

O fogo de Prometeu
despertou as almas

as almas escolheram palavras
para fazer acrobacias
e acenderam o fogo poético das Academias
eternizando a chama das letras

as Academias de Letras
são mestras do mundo
inspiram, orientam, motivam
e incentivam a busca do saber profundo
divulgam os livros
convocam leitores
alimentam os sonhos
dos literatos e dos poetas
engrandecem as almas
e aumentam o encanto
semeando a cultura, o amor e o espanto.

Isabel Furini


sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Bonecos - poema de Isabel Furini



Bonecos da infância
há anos destruídos
incólumes nas lembranças
protegem a eterna substância
da brincadeira e do riso

os bonecos da infância
guardam
a fragrância do passado
- e as lembranças.

Isabel Furini
Fotografia de Isabel Furini



terça-feira, 1 de outubro de 2019

A dança dos vampiros - poema infantil de Isabel Furini



A DANÇA DOS VAMPIROS

A vampira quer ensinar
O Drácula a dançar.
Um passo e outro passo,
Para frente e na diagonal.

Drácula é muito rígido,
Ele tem que relaxar.
Relaxar é o segredo
Para aprender a dançar.

Isabel Furini


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