POEMA:
O GATO SAPECA
Sobre o muro de pedra
corre o gato.
Sobre o velho telhado
corre o gato.
Pela janela aberta
entra o gato.
Sobre a estante de madeira
pula o gato.
Sobre a mesa de jacarandá
come o gato.
Sobre a almofada do sofá
dorme o gato.
Sobre as nuvens dos sonhos
pula o gato.
No universo dos sonhos
brinca o gato.
Poema de Isabel Furini (Contato: isabelfurini@hotmail.com)
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Personagens no conto e na crônica
Gorki considera que é possível escrever ficção, descrever, por exemplo, um tipo de comerciante ou de operário retratando uma pessoa que o autor conhece, mas que para aumentar a amplitude e profundidade, um escritor deve conhecer vinte cinqüenta ou cem comerciante ou operários, traçar seus perfis, costumes, crenças, atitudes, expressão e depois, sintetizar todas as características em um personagem.
No momento de trabalhar a história é preciso fugir do lugar comum. A inversão, a substituição de um elemento pelo seu contrário, dá ao conto o sabor do inesperado.
O personagem não precisa ser simples, lembremos de Tartufe disfarçado de devoto, o diabo, de criança, o jovem príncipe de mendigo – atitudes estranhas de um personagem ou o equívoco de suas ações podem dar vida à obra de ficção.
Seres humanos são contraditórios, por que os personagens não poderiam também mostrar contradições entre palavras e ações? Ou contradições internas, por exemplo, entre o dever e o desejo. O orador pode ministrar uma palestra emocionante sobre os problemas dos ciúmes, porém terminado a palestra brilhante pode sentir ciúmes da esposa. O médico pode fazer um belo discurso sobre a necessidade de parar de fumar e, terminada a palestra, acender um cigarro. Um homem pode desejar ser amável, mas fala agressivamente quando é contrariado. O gerente tenta se controlar, mas quando não encontra o relatório tem um acesso de raiva.
O trabalho de personagem deve ser intenso. Um personagem é um revelador de uma faceta do homem. Máximo Gorki (página 91) dizia que “um escritor só poderá criar vivos retratos de pessoas típicas se possuir bem desenvolvido o poder de observação, a capacidade de encontrar semelhanças e descobrir diferenças e se está disposto a aprender, a prender e aprender.”
A crônica trabalha o personagem como espelho. A crônica tira as vestes das pessoas, as ajuda a entender a própria subjetividade, a rirem de si mesmas e do mundo. Faz lembrar de um personagem da mitologia asteca chamado Tezcatlipoca, o senhor do espelho fumegante. Tezcatlipoca vestido como um homem simples chega ao palácio de Quetzalcoatl dizendo que tem um presente especial. Quetzalcoatl o recebe e quanto pergunta pelo presente o visitante lhe mostra um espelho. Quetzalcoatl fica admirado e desesperado ao mesmo tempo e pergunta: Todos me vêm desse jeito. O visitante disse que sim. Quetzalcoatl, triste, confessa que ele não sabia que era tão feio, que ele não se conhecia até ver-se refletido nesse espelho.
O cronista, muitas vezes, é como um novo Tezcatlipoca, o senhor do espelho. De fininho, de maneira simples, aproxima o leitor de um espelho para possa ver o próprio rosto. Aquele rosto cheio de marcas de raiva, de dúvidas, com algum sulco de inveja, com instintos que lembram aquele conceito freudiano de que em todo homem existe um canibal, ainda que nem sempre ele se manifeste.
No momento de trabalhar a história é preciso fugir do lugar comum. A inversão, a substituição de um elemento pelo seu contrário, dá ao conto o sabor do inesperado.
O personagem não precisa ser simples, lembremos de Tartufe disfarçado de devoto, o diabo, de criança, o jovem príncipe de mendigo – atitudes estranhas de um personagem ou o equívoco de suas ações podem dar vida à obra de ficção.
Seres humanos são contraditórios, por que os personagens não poderiam também mostrar contradições entre palavras e ações? Ou contradições internas, por exemplo, entre o dever e o desejo. O orador pode ministrar uma palestra emocionante sobre os problemas dos ciúmes, porém terminado a palestra brilhante pode sentir ciúmes da esposa. O médico pode fazer um belo discurso sobre a necessidade de parar de fumar e, terminada a palestra, acender um cigarro. Um homem pode desejar ser amável, mas fala agressivamente quando é contrariado. O gerente tenta se controlar, mas quando não encontra o relatório tem um acesso de raiva.
O trabalho de personagem deve ser intenso. Um personagem é um revelador de uma faceta do homem. Máximo Gorki (página 91) dizia que “um escritor só poderá criar vivos retratos de pessoas típicas se possuir bem desenvolvido o poder de observação, a capacidade de encontrar semelhanças e descobrir diferenças e se está disposto a aprender, a prender e aprender.”
A crônica trabalha o personagem como espelho. A crônica tira as vestes das pessoas, as ajuda a entender a própria subjetividade, a rirem de si mesmas e do mundo. Faz lembrar de um personagem da mitologia asteca chamado Tezcatlipoca, o senhor do espelho fumegante. Tezcatlipoca vestido como um homem simples chega ao palácio de Quetzalcoatl dizendo que tem um presente especial. Quetzalcoatl o recebe e quanto pergunta pelo presente o visitante lhe mostra um espelho. Quetzalcoatl fica admirado e desesperado ao mesmo tempo e pergunta: Todos me vêm desse jeito. O visitante disse que sim. Quetzalcoatl, triste, confessa que ele não sabia que era tão feio, que ele não se conhecia até ver-se refletido nesse espelho.
O cronista, muitas vezes, é como um novo Tezcatlipoca, o senhor do espelho. De fininho, de maneira simples, aproxima o leitor de um espelho para possa ver o próprio rosto. Aquele rosto cheio de marcas de raiva, de dúvidas, com algum sulco de inveja, com instintos que lembram aquele conceito freudiano de que em todo homem existe um canibal, ainda que nem sempre ele se manifeste.
Esse conceito do personagem como um de ficção no qual nos espelhamos nos faz entender a posição de Platão e Aristóteles. Eles entendiam que os protagonistas deveriam ser virtuosos para servirem de exemplo aos homens.
Isabel Furini é autora de “O Livro do Escritor”, da editora Instituto Memória, de Curitiba.
Isabel Furini é autora de “O Livro do Escritor”, da editora Instituto Memória, de Curitiba.
quarta-feira, 30 de julho de 2014
COMO ESCREVER E PUBLICAR UM LIVRO
Iniciará em 07 de agosto de 2014 (quinta-feira)
o curso Como Escrever e Publicar um Livro,
no Solar do Rosário, rua Duque de Caxias, 04,
Centro Histórico de Curitiba
Fone (41) 3225-6232.
Horário: 17h00 às 19h00
Preço: R$ 280,00 (mensalidade) + Matrícula de R$ 35,00
Horário: 17h00 às 19h00
Preço: R$ 280,00 (mensalidade) + Matrícula de R$ 35,00
Incentivar a leitura e a escrita, valorizar a criatividade e a criação literária. Estudos de gêneros literários e técnicas de ficção. Como criar personagens marcantes. Ambientação. Análise da linguagem literária. A estrutura do livro de ficção.
Conteúdo Programático:
1º aula – Introdução: Orientações dos grandes mestres da literatura. Escrever é arte ou técnica? - Prática: Escrita criativa.
2º aula – Como trabalhar e analisar o texto. Os elementos da composição literária. Prática: O baú da mente.
3º aula – Como reconhecer os gêneros literários. Qual é a função da literatura? - Prática: Intertexto.
4º aula – 7 segredos dos grandes mestres da literatura. Prática: Utilização das técnicas.
5º aula – Leitura de contos de autores consagrados: técnica e mensagem. Prática: a força da mensagem.
6º aula – Literatura na atualidade. Conto e crônica e suas peculiaridades. Prática: Escrever uma crônica.
7º aula – Personagens marcantes: Como escolher nomes. A questão dos retratos. As “marcas” dos personagens. Prática: Criação de personagens.
8º aula – Ótica dos personagens. Como contar uma história? Prática: Conto retratista.
9º aula – O tempo. Abordagem clássica e abordagem contemporânea. Prática: Tempo.
10º aula – O espaço como revelador, propulsor e obstaculizador da ação. Prática: Descrição de ambiente.
11º aula – Como estabelecer o ponto de vista e fortalecer o enredo. Como o ponto de vista filtra as cenas. Mudanças. Prática: enredos entrelaçados.
12º aula – A questão dos diálogos. Leitura de textos de autores consagrados. Prática: diálogos.
13º aula – O Romance contemporâneo - o trabalho de construção e desconstrução de textos. Prática: Técnica dos sentidos.
14º aula – Leitura e análise de textos. Os grandes mestres da literatura. Prática: entrelaçamento de ideias.
15º aula – Como preparar o livro para ser analisado por uma editora? Prática: organização de material.
16º aula – A questão do ritmo da narrativa e o problema de estética na literatura. Isomorfismo. Prática: Escrever um conto iniciando com uma palavra abstrata.
1º aula – Introdução: Orientações dos grandes mestres da literatura. Escrever é arte ou técnica? - Prática: Escrita criativa.
2º aula – Como trabalhar e analisar o texto. Os elementos da composição literária. Prática: O baú da mente.
3º aula – Como reconhecer os gêneros literários. Qual é a função da literatura? - Prática: Intertexto.
4º aula – 7 segredos dos grandes mestres da literatura. Prática: Utilização das técnicas.
5º aula – Leitura de contos de autores consagrados: técnica e mensagem. Prática: a força da mensagem.
6º aula – Literatura na atualidade. Conto e crônica e suas peculiaridades. Prática: Escrever uma crônica.
7º aula – Personagens marcantes: Como escolher nomes. A questão dos retratos. As “marcas” dos personagens. Prática: Criação de personagens.
8º aula – Ótica dos personagens. Como contar uma história? Prática: Conto retratista.
9º aula – O tempo. Abordagem clássica e abordagem contemporânea. Prática: Tempo.
10º aula – O espaço como revelador, propulsor e obstaculizador da ação. Prática: Descrição de ambiente.
11º aula – Como estabelecer o ponto de vista e fortalecer o enredo. Como o ponto de vista filtra as cenas. Mudanças. Prática: enredos entrelaçados.
12º aula – A questão dos diálogos. Leitura de textos de autores consagrados. Prática: diálogos.
13º aula – O Romance contemporâneo - o trabalho de construção e desconstrução de textos. Prática: Técnica dos sentidos.
14º aula – Leitura e análise de textos. Os grandes mestres da literatura. Prática: entrelaçamento de ideias.
15º aula – Como preparar o livro para ser analisado por uma editora? Prática: organização de material.
16º aula – A questão do ritmo da narrativa e o problema de estética na literatura. Isomorfismo. Prática: Escrever um conto iniciando com uma palavra abstrata.
Professora: ISABEL FURINI
Isabel Furini é escritora e poeta premiada, autora de: "O Livro do Escritor" e "Escrevendo crônicas - dias e truques".
terça-feira, 8 de julho de 2014
Curso de Redação e Criatividade inicia 09 de julho
OBJETIVO: Estudar as técnicas de redação para desenvolver a capacidade argumentativa, estimular a reflexão e aumentar a compreensão e a criatividade. Serão trabalhados textos dissertativos e argumentativos. Técnicas de estímulo à criatividade.
Módulo 1
a) Gramática: Sintaxe
b) Interpretação de textos
c) Estudos sobre argumentação
d) Práticas: Escrever texto dissertativo-argumentativo
e) Técnicas para desenvolver a criatividade
Professores: Escritora Isabel Furini - autora de "O Livro do Escritor" e "Crônicas - dicas e truques".
Professora Carmen Luiza Fillies, graduda em Letras pela Universidade de Ponta Grossa - Pós-graduação lato sensu – Especialização em Ensino de Português e Respectivas Literaturas, pela Faculdade Padre João Bagozzi.
Inscrição: R$ 35,00
Preço: R$ 230,00 cada mensalidade.
Data: 09,16,23,30 de Julho de 06, 13, 20 de Agosto
Horário: Das 17h às 19h
Dia(s) Semana: Quartas Feiras
Módulo 1
a) Gramática: Sintaxe
b) Interpretação de textos
c) Estudos sobre argumentação
d) Práticas: Escrever texto dissertativo-argumentativo
e) Técnicas para desenvolver a criatividade
Professores: Escritora Isabel Furini - autora de "O Livro do Escritor" e "Crônicas - dicas e truques".
Professora Carmen Luiza Fillies, graduda em Letras pela Universidade de Ponta Grossa - Pós-graduação lato sensu – Especialização em Ensino de Português e Respectivas Literaturas, pela Faculdade Padre João Bagozzi.
Inscrição: R$ 35,00
Preço: R$ 230,00 cada mensalidade.
Data: 09,16,23,30 de Julho de 06, 13, 20 de Agosto
Horário: Das 17h às 19h
Dia(s) Semana: Quartas Feiras
terça-feira, 24 de junho de 2014
A exposição "Encantos de España" passou do Instituto Cervantes de Curitiba para a Casa da Leitura da Fundação Cultural de Curitiba, situada na praça da Espanha.
A exposição foi muito elogiada por mostrar quadros de artistas curitibanos sobre Espanha e quadros também de artistas espanhóis. A curadoria de Carlos Zemek reuniu artistas com diferentes expressões para enriquecer a exposição. Carlos Zemek foi muito elogiado pela exposição e também se fez merecedor do Certificado de Mérito Cultural, que será outorgado em 27 de junho, a partir das 19 horas, no Palacete dos Leões, em Curitiba.
Entre os artistas espanhóis convidados estão: Concha Ramada, Eugenio Fuentes, Maribel Moratilla, Marta Galbe Las-Santas e Javier Navarro.
Poema de Isabel Furini (inspirado no quadro)
CONTEMPLAÇÃO
o artista observa as pessoas nas calçadas
nas lojas e nos bares
meteoros de imagens navegam nessa paisagem
a cidade em movimento
e os carros
avançando rapidamente
como moinhos de vento
o artista retrata a solidão do homem contemporâneo
o homem como lobo solitário e faminto
caminhando no deserto urbano
(um deserto de areias e de carros)
Isabel Furini
Javier Navarro é Licenciado em Filosofia e Letras pela Universidade de Saragoça, Espanha. Realizou cursos de doutorado na Escola Técnica Superior de Arquitetura da Universidade Politécnica da Catalunha "Conservação e restauração de monumentos e ambientes", realizado pela Cátedra Gaudí. Na Universidade de Saragoça fez o curso "Prehistória tradicional frente a las nuevas tendencias".
Javier Navarro é vice presidente da Seção de Arqueologia do Colégio Oficial de Doutores e Licenciados em Filosofia e Letras e Ciências de Aragón (Espanha). Também orientou cursos para formação de professores.
Participou de cursos de Aquarela, Pintura à óleo, Pintura com tinta acrílica e aulas livres de aquarela na Universidade Populas de Saragoça.
Realizou exposições individuais e coletivas em Espanha.
2003-2005.- Clases de acuarela con Mercedes Ariza.
2009.- Curso de pintura acrílica en la Universidad Popular de Zaragoza
2011-2013.- Aula libre de acuarela en la Universidad Populas de Zaragoza, bajo la autoría de Áurea Plou Agudo.
2013. Taller de fotografía de la naturaleza. Asociación micológica de Ayerbe, impartido por José de Uña y Villamediana.
A exposição foi muito elogiada por mostrar quadros de artistas curitibanos sobre Espanha e quadros também de artistas espanhóis. A curadoria de Carlos Zemek reuniu artistas com diferentes expressões para enriquecer a exposição. Carlos Zemek foi muito elogiado pela exposição e também se fez merecedor do Certificado de Mérito Cultural, que será outorgado em 27 de junho, a partir das 19 horas, no Palacete dos Leões, em Curitiba.
Entre os artistas espanhóis convidados estão: Concha Ramada, Eugenio Fuentes, Maribel Moratilla, Marta Galbe Las-Santas e Javier Navarro.
Poema de Isabel Furini (inspirado no quadro)
CONTEMPLAÇÃO
o artista observa as pessoas nas calçadas
nas lojas e nos bares
meteoros de imagens navegam nessa paisagem
a cidade em movimento
e os carros
avançando rapidamente
como moinhos de vento
o artista retrata a solidão do homem contemporâneo
o homem como lobo solitário e faminto
caminhando no deserto urbano
(um deserto de areias e de carros)
Isabel Furini
Javier Navarro é Licenciado em Filosofia e Letras pela Universidade de Saragoça, Espanha. Realizou cursos de doutorado na Escola Técnica Superior de Arquitetura da Universidade Politécnica da Catalunha "Conservação e restauração de monumentos e ambientes", realizado pela Cátedra Gaudí. Na Universidade de Saragoça fez o curso "Prehistória tradicional frente a las nuevas tendencias".
Javier Navarro é vice presidente da Seção de Arqueologia do Colégio Oficial de Doutores e Licenciados em Filosofia e Letras e Ciências de Aragón (Espanha). Também orientou cursos para formação de professores.
Participou de cursos de Aquarela, Pintura à óleo, Pintura com tinta acrílica e aulas livres de aquarela na Universidade Populas de Saragoça.
Realizou exposições individuais e coletivas em Espanha.
2003-2005.- Clases de acuarela con Mercedes Ariza.
2009.- Curso de pintura acrílica en la Universidad Popular de Zaragoza
2011-2013.- Aula libre de acuarela en la Universidad Populas de Zaragoza, bajo la autoría de Áurea Plou Agudo.
2013. Taller de fotografía de la naturaleza. Asociación micológica de Ayerbe, impartido por José de Uña y Villamediana.
domingo, 18 de maio de 2014
POEMA DAS ASAS (de Isabel Furini)
O poema de minha autoria Poesia das asas, obteve Menção Honrosa no XII concurso "Fritz Teixeir de Salles". Carlos Alberto Martins, da comissão organizadora, destacou no jornal impresso Monte Sião que 1458 poetas enviaram poema para o concurso. Cada poeta podia apresentar até dois poemas, foram 2753 poemas, de todos os estados do Brasil (menos Roraima)e de 14 países.
Aproveito a oportunidade para agradecer a oportunidade de participar de tão importante concurso.
POESIA DAS ASAS
(Poema inspirado em uma escultura de José Antonio de Lima)
(sons de asas ao vento)
dançando entre sombras
essa escultura ulula dependurada do teto
retrai-se o tempo
encolhe-se para observar o recinto
e pula entre os gravetos
dos minutos devorando-se a si mesmo
Aproveito a oportunidade para agradecer a oportunidade de participar de tão importante concurso.
POESIA DAS ASAS
(Poema inspirado em uma escultura de José Antonio de Lima)
(sons de asas ao vento)
dançando entre sombras
essa escultura ulula dependurada do teto
retrai-se o tempo
encolhe-se para observar o recinto
e pula entre os gravetos
dos minutos devorando-se a si mesmo
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