segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

PRECONCEITOS

Fotografia de Neni Glock.

Estamos na época em que as pessoas estão tomando consciência de que preconceitos ofendem os outros e não tem fundamentos. Muito destrutivo é o preconceito racial. Essa postura absurda de medir as pessoas pela cor da pele.

Outro preconceito é que ser gay é pecado ou doença. A escolha sexual como a escolha política, religiosa ou profissional é um direito. As paradas gays, filmes e novelas ajudam a que as pessoas diminuam o preconceito.

Existem outros preconceitos menos visíveis, por exemplo, o preconceito contra ateus, o apresentador Datena exteriorizou em um programa de TV, há alguna anos, o seu preconceito dizendo que “ateus são pessoas sem limites, por isso matam, cometem essas atrocidades.” Mas, temos exemplos de pessoas que frequentam igrejas e cometem crimes, como por exemplo, Elize Matsunaga, que matou e esquartejou o seu marido, o dono da Yoko. Muitos fanáticos religiosos também matam em nome de Deus. Ninguém é assassino só por ser ateu, como ninguém é santo só por frequentar uma igreja.

Outro preconceito presente na sociedade contemporânea é contra pessoas obesas. Obesidade é vista como sinônimo de vida não saudável . Uma vizinha que é professora e foi chamada pela diretora da escola para falar sobre “o excesso de peso, pois não é saudável”. A professora perguntou-lhe: “Será que os magros não morrem? Só morremos os gordos?”

O importante é entender que os preconceitos discriminam pessoas, ofendem, ferem e prejudicam. Gays e héteros, gordos e magros, lindos e feios, ateus e religiosos, somos todos humanos. Simplesmente humanos.

Isabel Furini é escritora e orienta oficinas de criação literária.



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