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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Livraria iluminada (Poema de Isabel Furini)


 

Livraria iluminada

Isabel Furini


súbito. o espírito do poema 

ergue-se poderoso

e ilumina a livraria

neste mundo de luzes e de sombras

onde tudo é dualidade

as aranha tecem suas teias

e as mulheres rendeiras tecem

com fios finos

visando proteger as almas

e cobrem os livros com migalhas de amor


(Publicado no jornal digital Farol da Poesia, de junho/26)

sexta-feira, 27 de junho de 2025

O relógio com chapéu - Poema infantil de Isabel Furini

Relógio Surrealista - IA do Bing
UM RELÓGIO COM CHAPÉU 

                                Isabel Furini

O relógio era elegante

quería usar um chapéu,

mas não gostava de terno.


O relógio era um filósofo

e com um lápiz e um caderno

queria reflexionar 

sobre o avanço do tempo.


Um segundo, outro segundo,

um minuto, uma hora...

O tempo passa e passa,

mas para mim sempre é agora.


27 de junho de 2025

sábado, 23 de novembro de 2024

Anseio - Poema de Isabel Furini


 

Anseios 


ângulo raso - ângulo da vida

mente multifacetada

sobreposição de ideias

no alçapão convergem

os caminhos dos sonhos


coração disforme

sonhando com o amor

o amor… esse pássaro ausente


Isabel Furini

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Dia da Fotografia (Poema de Isabel Furini)

Imagem gerada pela IA do Bing



Em 19 de agosto é festejado o Dia da Fotografia.


Dia da Fotografia 

Fotografia é percepção
arrebatamento
torna permanente
o impermanente
registra momentos
da vida

a fotografia artística
valoriza o espaço
quebra limites
realça o pb
ou deixa fluir as cores

uma fotografia pode
convidar a sonhar
ou denunciar
- focar no frutos ou nas raízes

fotografia é a arte do instante
dramatiza, evidencia, embeleza
responsabiliza, denuncia
fotografia é a arte
de sequestrar um momento
e transformá-lo em eterno

Isabel Furini
Acadêmica Fundadora da AVIPAF - Cadeira 1
Patrono: Amado Nervo

domingo, 19 de maio de 2024

O sapato voador (Poema de Isabel Furini)

 

Imagem gerada pelo IA do Bing

O sapato voador


Eu vou contar a história

desse estranho sapato.

Um idoso comprou sapatos

e ele vivia feliz, até que no muro

começou a chorar um gato.


O velhaco ficou raivoso

e arremessou um sapato.

Rapidamente pulou o gato

e caiu em um buraco.


O sapato foi levado pela ventania,

elevou-se sobre as nuvens

e ficou voando perto dos guarda-chuvas,

da chaleira, dos relógios, dos peixes

e de pessoas estranhas, clonadas 

por um cientista maluco.


Por fim, o sapato caiu na terra

e um relojeiro o encontrou

e fez um relógio cuco.


Isabel Furini

terça-feira, 30 de abril de 2024

O que é Poesia? II - Poema de Isabel Furini

Imagem gerada pela IA do Bing

O que é Poesia? 

II


será ventania

ou vulcão em erupção?


a Poesia pode emanar 

a fragrância da rosa

mas é feroz e ardilosa


poesia é uma faca enferrujada

perfurando

o coração da noite


Isabel Furini

terça-feira, 12 de março de 2024

Indagaçãoes metafísicas (Poema de Isabel Furini)

 

Imagem gerada pela IA do Bing

Indagações metafísicas

                         Isabel Furini

arrastrados pelo tempo

arrogantes faraós nunca driblaram

a morte

tiveram a mesma sorte 

que os vassalos que desprezavam

mas criaram rituais sofisticados

e se imaginaram eternos

como as longínquas estrelas

que também colapsam e morrem

pois a vida é jogo da amarelinha

cedo ou tarde, termina

mas outro jogo inicia e outro e outro

(infinitamente infinito)

perguntam-se os metafísicos

além das cortinas de matéria e antimatéria

estará Deus com seus anjos amando este universo?

ou Deus e seus anjos perversos 

contemplam indiferentes

enquanto tantos seres reclamam do destino adverso?

ou será a realidade um fascinante multiverso?

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

A paixão e compaixão de Vinícius (Poema de Isabel Furini)

 

Imagem gerada pela IA do Bing

A paixão e a compaixão de Vinícius


Entregou o seu coração

à sua subjetividade

à chama do amor e à loucura

ao sentimento de amor eterno

(eterno enquanto dura)

como a Bossa Nova

sua obra fulgura

Vinícius foi paixão e sussurro

foi uma chama consumindo tudo

sem deixar cicatrizes de amargura

sem limites a sua alma ardia

plena de amor e de compaixão

nunca foi indiferente

protestou contra a guerra

denunciou a rosa de Hiroshima


dentro de seus “braços os abraços”

eram transformados em Poesia


Isabel Furini

domingo, 31 de dezembro de 2023

Feliz 2024!


Que 2024 traga

palavras amorosas e sorrisos

realizações

e sonhos renovados

que possamos abrir as asas

como as gaivotas 

quando alegremente voam sobre o mar


Isabel Furini

sábado, 30 de dezembro de 2023

O açoite das palavras - Poema de Isabel Furini

Imagem gerada pela IA do Bing

 

esta vida é açoitada

com o açoite das palavras


as palavras de ironia

as palavras desumanas

as cruéis, as violentas

as que ofendem e desprezam

e as palavras insidiosas

ou perversas, que envenenam

como mordidas de cobras

ou picadas de escorpião


se as palavras de ódio

azedam o mel do coração

será preciso urgentemente

curar lesões profundas

domesticar as emoções

e  carregar sobre os ombros

o substantivo AMOR!

domingo, 24 de dezembro de 2023

A porta (Poema de Isabel Furini)

Imagem gerada pela IA do Bing

A Porta 

Isabel Furini


existe uma porta que separa os anos 

:anos de alegria

anos de tristeza 

anos 

anos 

anos 

anos de trabalho 

anos de incerteza 

além dessa porta 

existem imagens 

sorrisos e traumas 

existe o passado que é renovado 

a cada abordagem 

contamos histórias de nosso passado 

como um tornado 

lembrado em palavras 

os fatos se afastam e mudam de rosto 

o ontem é composto das ondas do mar 

no final do ano, gratos percebemos

olhando a balança 

:

além dos pequenos fracassos

dos tombos, do pranto

estamos em pé, pois sobrou a ESPERANÇA 


sábado, 23 de dezembro de 2023

Isabel Furini: Poesia de Natal

Imagem gerada pela IA do Bing

Poesia de Natal

A Poesia é uma pantera-negra
que se suicida todos os dias depois do meio-dia
mas renasce triunfante
perambula por cidades desconhecidas
buscando rimas para reestabelecer
a ordem deste mundo 

o Natal surge e desamordaça emoções
semeia flores
poetiza cidades e mares
desperta sorrisos
e preenche de esperança os corações.

 Isabel Furini

domingo, 17 de dezembro de 2023

Espectros nos terraços (Poema de Isabel Furini)

Imagem gerada pela IA do Bing

À meia-noite chegam em bando, os fantasmas

os frenéticos fantasmas que se divertem

açoitando os telhados

falando com as gárgulas

dançando nos terraços


chegam feridos pelas falsas palavras

que conspiram

- los fantasmas desprezam as vozes 

daqueles que possuem um coração

habitado pelas sombras

e uma boca coberta de mentiras


tornou-se este mundo um paradigma do absurdo

no qual as mentiras respiram sem medo

enquanto as verdades aquadas e feridas

(órfãs de palavras, sem defesa)

escondem-se entre os fantasmas

e dançam nas ruas, nos terraços

e nos abismos da vida.


Isabel Furini

Este poema foi publicado na 12º Edição da  Revista Escriba

https://issuu.com/tirodeletrased/docs/revistaescriba_12_ed_black_interativo?fbclid=IwAR1ZHqXjz0_qxxxGeJe1ly4S8PNhcTSgAKPZ9doHomukoS4LehhPYWOCMTs 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

O jardineiro e a morte (Poema de Isabel Furini)

Imagem gerada pela IA do Bing

 

O JARDINEIRO E A MORTE


Açoita o vento

dançam as pétalas - é primavera

o jardim recebe água, adubo

e o sorriso do jardineiro

ele tem no bolso direito

o bispo, a rainha e o rei

de madrugada,  com a morte joga xadrez

e todos os dias ele ganha


mas num escuro canto do jardim

a Morte guarda a gadanha


uma aranha estranha tece

tece

tece

tece

destinos

de repente, a aranha desacelera

finaliza o tecido e cai morta

o jardineiro sente que sua alma esmaece


de madrugada

o jardineiro joga xadrez com a morte

e percebe que seu jogo está perdido

da palma da mão sumiu a linha da vida

perdeu a linha do destino

solta um agudo gemido

e seu espírito retraído voa para aquele jardim

a morte está lá

esperando-o perto do jasmineiro

corta um jasmim e oferece para o jardineiro

e ele compreende que a vida não tem fim.


Isabel Furini

terça-feira, 21 de novembro de 2023

Transparente - Poema de Isabel Furini

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Transparente


o fim é transparente

(não existem conclusões ambivalentes)

a caminhada sempre é um misterio

mas ao final todos os seres humanos

terminam no cemitério.


Isabel Furini

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

O sonho de Guilhermina (Poema infantil)

 

Imagem gerada pela IA do Bing

O sonho de Guilhermina


Guilhermina sonhou

com um mundo mágico.


Tudo era alegre,

nada era trágico.


O sol alegrava a cidade

e era respeitada a diversidade.


Não tinha guerras,

todos eram fraternos,


e ninguém precisava

vestir um terno.


Nos jardins coloridos

voavam as borboletas,


entre os grandes abacates

e as flores de chocolate.


Perto dos pessegueiros

havia muitos caquizeiros.


Nesse mundo havia fadas

e era muito feliz a criançada.


Isabel Furini

terça-feira, 14 de novembro de 2023

Além da Ilusão - Isabel Furini

Imagem gerada pela IA do Bing

 

Além da ilusão



Falam que o amor é um sentimento lindo

- as pessoas romantizam

pois o amor é quase um guerreiro viking

invade os corações

as emoções geometriza

diminui a razão

desindividualiza

faz sonhar com a união de duas almas

(união geralmente precária)



o amor é a simples sombra de dois corações

projetada sobre uma parede de papel

Isabel Furini

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

O Número 1 - A Eternidade

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O Número 1 - A Eternidade

um sonho ancora na garganta
e como uma gaivota faminta
rejeitando peixe com pimenta
é transformado no número 1

(1 sonho
1 ponto
1 círculo)
o alento único
da eternidade
o número 1, divisível só por si mesmo
ecoando a unidade
nos 100 bilhões de estrelas da Via Láctea
- o número 1 é independente
mas compõe todos os numerais
como a eternidade que reflete
em todas as divisões do tempo

e na metamorfose da lagarta
no perambular da borboleta
no canto das gaivotas
e no crocitar dos corvos

Isabel Furini

Imagem gerada pela IA do Bing


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