A arte Naïf é como um amanhecer
numa floresta,
quando as árvores parecem
vestir-se para uma festa
com as cores do céu.
A arte Naïf é como um amanhecer
perto do rio,
quando a paisagem tira o véu
e as águas
(para acolher pedras, peixes, reflexos e sombras)
formam pequenas ondas
mexeriqueiras.
A arte Naïf é como um anoitecer
com a Lua cheia sobre os morros,
quando a Lua parece de brincadeira,
quase um balão dependurado
de alguma nuvem oculta e passageira.
A arte Naïf é como uma canção
que brinca entre os lábios:
ora é amor à cor,
ora é um terno beija-flor.
Isabel Furini é escritora e poeta.
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