quinta-feira, 21 de julho de 2016

Inspiração - Poesia de Isabel Furini


INSPIRAÇÃO
como um barco
navegando nos raios da Lua
projetado sobre as águas
surge a poesia
no oceano da criação humana

Isabel Furini

sexta-feira, 8 de julho de 2016

A máquina de costura da avó - poema infantil de Isabel Furinni

A máquina de costura
Da minha querida avó
Era muito barulhenta.
Croug croug croug croug

Era uma máquina Singer.
Uma máquina excelente!
E foi um belo presente.

Lá pelos anos 50,
Minha avó ganhou
Essa máquina no Natal
E ficou de alto astral.

A máquina de costura
tinha roda e pedal.
Minha avó mexia o pedal
E a máquina começava a reclamar:
Croug croug croug croug.

Poema de Isabel Furini - Contato: isabelfurini@hotmail.com

sexta-feira, 24 de junho de 2016

O gatinho brincalhão

o gato quebrou um prato
um prato quebrou o gato

depois correu pela casa
a dona do gato ficou zangada

e o gato de imediato
fugiu para um pensionato

as velhinhas do pensionato
acharam lindo esse gato

o gato ganhou brinquedos
e brincou o ano inteiro.

Isabel Furini
Fotografia de Paulo Zemek

sexta-feira, 17 de junho de 2016

MAGNUM OPUS - poesia



MAGNUM OPUS

o poeta faz acrobacias nos trapézios de arqueológicos alfabetos
coloca emoções ideias palavras afetos conceitos
no alambique do coração
constrói um atanor de versos na cabeça
reinventa rimas
estuda fórmulas antigas da alquimia
mergulha na subjetividade para escrever e para sobreviver

todos os poetas
(admirados –  portentosos – ignorados ou desprezados)
todos os poetas fazem parte de uma espécie de seres muito estranhos
poetas sãos seres mutilados
pois para realizar a Magna Obra
não é suficiente poetizar oceanos
nem perseguir os voos dos urubus
nem misturar o sal o mercúrio e o enxofre
nem dançar entre as plantas de bambu
é necessário devastar o próprio coração desamparado
com o poder do veneno da cobra real
reerguer-se das sombras do mundo astral
e nutrir-se do coração do nada

o poeta precisa socavar o próprio coração
(mantendo o oceano do amor inalterado)
para realizar a Obra Magna

Isabel Furini

segunda-feira, 23 de maio de 2016

AS VAQUINHAS (Poema Infantil)

Chove, chove sobre o campo.
A chuva molhou a grama
e as vacas muito contentes
comem a grama molhada.

Depois comem o capim,
e milho e soja e trigo.
Elas gostam de comer
e elas têm muitos amigos.

Os cavalos, as cabras, os galos,
os porcos, as galhinhas, os patos.
As vacas têm muitos amigos
e todos são muito pacatos.

Isabel Furini
Quadro de Roberto Bona
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