quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Aprendendo a cozinhar (Poema Infantil)


APRENDENDO A COZINHAR


A pequena cozinheira
Fica ao lado da panela
E ela olha com cautela
Pois se o brigadeiro queimar...
O que ela comerá?
Um pão com doce de pera?

Isabel Furini



segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Canários - miniconto de Isabel Furini



Arte digital de Isabel Furini

Meu pai tinha canários em pequenas gaiolas... eu nunca entendi porquê tínhamos bichos em gaiolas. E uma dia perguntei: -  Por que não soltamos os canários?
Ele disse: - Porque me gusta escutar o canto deles.
Eu tinha 10 anos, mas esse dia percebi como meu pai era egoísta.

Isabel Furini

domingo, 23 de dezembro de 2018

Natal no Coração - Poema de Isabel Furini


Natal no coração

Que o Natal seja de paz
e que ao sair das igrejas
onde adoram a Deus
(que é amor)
as pessoas não desprezem
os mendigos
e que aos inimigos
ofereçam o perdão

porque Perfeito, meus amigos,
Perfeito só tem um Ser
neste universo:
Perfeito é Deus.

Isabel Furini


sábado, 22 de dezembro de 2018

Renascer - Poema de Isabel Furini



RENASCER

Aniquilar as imagens dolorosas
guardadas
no jardim do ontem
arremessar no poço dos entulhos
as palavras pronunciadas no passado

renascer exige assassinar lembranças.

Isabel Furini


sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

A LUA (Poema de Isabel Furini)





A LUA

A visão dos mortos
movimenta o músculo cardíaco
surgem imagens de antigos amores
a poesia rastreja entre flores e estrelas
e a Lua reflete imagens no além

sibila a saudade.

Isabel Furini

Narrativa confidencial - poema de Isabel Furini


NARRATIVA CONFIDENCIAL

Narrar em um poema
a própria vida, as decisões e as ousadias
é como fazer recontação de histórias

- alguns dados são esquecidos
e outros são modificados
no atanor da memória.

Isabel Furini

Fotografia de Isabel Furini






segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Rumo ao Porto - Poema de Isabel Furini



Rumo ao Porto.



RUMO AO PORTO

Navegou pelo mar das palavras
e com inclemência
agitou as profundezas do oceano

desenhou nas águas o próprio rosto
para desvendar os símbolos ocultos na sua alma

exteriorizou com palavras
seus momentos de angústia e de felicidade

navegou incansavelmente – com teimosia
e somente ancorou no porto abismal da Poesia.

Isabel Furini
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