segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Horizonte - poema de Isabel Furini


HORIZONTES

revoluteiam os pássaros
do sono
dançam as imagens
sobre as pálpebras cansadas

amanhece
abrem suas corolas
as flores dos jardins
perfiladas
na linha do horizonte
sobre as altas montanhas
e preenchem a alma
de esperança.

Isabel Furini


Rose Garden - Califórnia - Fotografia de Isabel Furini
Rose Garden - Califórnia - Fotografia de Isabel Furini
Rose Garden - Califórnia - Fotografia de Isabel Furini
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Rose Garden - Califórnia - Fotografia de Isabel Furini

Rose Garden - Califórnia - Fotografia de Isabel Furini

Rose Garden - Califórnia - Fotografia de Isabel Furini

Rose Garden - Califórnia - Fotografia de Isabel Furini

Rose Garden - Califórnia - Fotografia de Isabel Furini

Rose Garden - Califórnia - Fotografia de Isabel Furini

Rose Garden - Califórnia - Fotografia de Isabel Furini

Rose Garden - Califórnia - Fotografia de Isabel Furini

Rose Garden - Califórnia - Fotografia de Isabel Furini

Rose Garden - Califórnia - Fotografia de Isabel Furini

Rose Garden - Califórnia - Fotografia de Isabel Furini

Instrumento - poema de Isabel Furini

INSTRUMENTO
 

na solidão da tarde
voam os pássaros violetas

a solidão é quase um forno estético
- é um fino instrumento artístico
nas mãos dos loucos e dos poetas.

Isabel Furini



segunda-feira, 27 de agosto de 2018

O vento - poema de Isabel Furini

O vento


O vento da vida
açoita a xícara de chá

a colher invade o chá de alecrim
enquanto as lembranças
coreografam emoções
sobre as antigas fotografias
das paredes

 Isabel Furini 



sexta-feira, 24 de agosto de 2018

A VIDA I- Poema de Isabel Furini

O livro "O jogo da amarelinha" (Rayuela), de Cortázar, foi analisado por vários críticos como uma metáfora da vida.
Li e gostei dessa frase de Edna Frigato: "A vida é como um jogo de amarelinha: pule tudo que nada acrescenta; só faça casa nas coisas que reavivam o brilho do seu olhar." Site Pensador.



A VIDA I

 
rapidez nos pés
e na alma

sorrir e pular
longe das linhas
pular e amar
e pegar a pedra
e sonhar

pular e soltar a pedra
e as mágoas
pular e rir e chorar

a vida é  jogo da amarelinha.

Isabel Furini


A VIDA II

A vida é jogoe
exige
refletir com liberdade
e deixar de lado as picuinhas

porque passam as modinhas
e ficamos sozinhos
sob a sombrinha
dos nossos pensamentos

o ser humano primeiro engatinha
depois caminha
e por último aprende
que a vida é jogo da amarelhinha.

Isabel Furini

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

O signo de Leão (Poema de Isabel Furini)


A majestade do leão
é um segredo guardado
no poço da emoção

esse segredo é revelado
quando é vencido o medo
e o leonino (feito rochedo)
age com dignidade
pois sempre tem majestade
quem tem um nobre coração.

Isabel Furini

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Relógios e Fantasmas (Poema de Isabel Furini)

RELÓGIOS E FANTASMAS

Trilhos escondidos
nos paralelepípedos do passado

o ontem é um terreno fértil
para lembranças
e para memórias imaginárias

no nevoeiro gritam os fantasmas
e dançam
entre as agulhas dos relógios

aconteceu ou sonhei? - pergunta
um idoso e o fantasma responde
- Viver é sonhar

sem sentir culpa
o idoso sonha
brinca com as ilusões
e reinventa o seu passado.

Isabel Furini

Quadro de Carlos Zemek

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Os Olhos da Caveira - Poema de Isabel Furini


OS OLHOS DA CAVEIRA

uma antiga caveira protegida
por uma máscara de cobre
observava um morto que permanecia aflito
ele não havia encontrado o caminho do amor
nem havia conseguido superar o rancor
e só enxergava os monstros do passado

a caveira  emprestou os seus olhos
(cravejados de esmeraldas)
ao morto
para que ele desviara o olhar
dos acontecimentos do passado
e em vez de ver monstros
e ouvir os seus gritos
fosse capaz de enxergar o infinito.

Isabel Furini

Arte digital de Isabel Furini

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