quarta-feira, 4 de abril de 2012

O medo da galinha

A galinha
do galinheiro
da vizinha
aproximou-se da fuinha.


A fuinha
tinha
fominha.

A ladainha,
- entrelinha -
campainha
da andorinha
alertou a Marinha,
madrinha da vizinha.

Marinha
com a sombrinha
bateu
na barriga
da fuinha,
que queria
comer a galinha.


A fuinha
fugiu!
A Marinha
salvou a galinha.

Isabel Furini é escritora e palestrante, autora da coleção “Corujinha e os filósofos”, da editora Bolsa Nacional do Livro. Ministra oficinas e palestras para futuros escritores. Contato: isabelfurini@hotmail.com

sábado, 31 de março de 2012

VOCÊ É UM QUIXOTE DE LA MANCHA? (Crônica)



Será que o Quixote de la Mancha é somente um personagem criado por Cervantes na sua novela, ou deveríamos dizer no primeiro romance que o mundo conheceu, como alguns consideram a obra?

Há poucos dias, ouvi dizer a uma pessoa desiludida que o Quixote não existe mais. Não existe. Está passado de moda. Escondido em um baú escuro e úmido. O Quixote é coisa do passado.

Será? Ou talvez nossos olhos não foram treinados para descobrir os Quixotes nas ruas da cidade, nos barzinhos do Largo, nas salas do Belas Artes, diante de um quadro no Museu Niemeyer, na livraria de usados buscando um título quase desconhecido, na noite de autógrafos lançando um livro para meia dúzia de pessoas, encostados nos vidros das agências de turismo olhando os cartazes com os olhos do desejo, procurando um vestido de noiva em algum atelier, olhando uma bola de futebol e sonhando.

Interessante que eu não consigo ver o Quixote encaixotado em um gênero literário, abarrotado de estúdios literários, morto.

Eu vejo o Quixote, ou os Quixotes todos os dias: é o poeta que vende seu livrinho feito por computador na rua da Flores, é o ator de teatro que quase morre de fome, mas persiste esperando o êxito de sua próxima peça. É o recém formado que sonha com fazer uma pósgraduação na Europa ainda que esteja desempregado no momento. É o empreendedor que inicia um pequeno negócio, mas ele sonha que terá éxito internacional. É o esportista sentado no banco de reserva, mas sonhando com um jogo fantástico. Céus! Este é um mundo de Quixotes! E de Sanchos!

Quixote enlouquece, outros bebem nos bares, fumam ou ingerem substância proibidas, são os Quixotes que chegaram ao límite de suas forças. Não conseguem mais sonhar sozinhos. E não adianta que uma sociedade materialista, doente, consumista e hipócrita julgue os outros – não sem antes se olhar o verdadeiro rosto no espelho. E não falo dos dentes brancos depois de tratamento, nem do rosto de photoshop, falo do verdadeiro rosto – esse que escondemos dos vizinhos. Já falava Jung que quando mais reprimimos “a sombra”, mas ela se fortalece.

Vivemos em um mundo de sonhos desconcertantes e de realidades desconcertantes. Um mundo de vazio existencial, de medos, de máscaras, de fantasias. Um mundo de palavras e imagens. Um mundo no qual os Quixotes nascem, crescem, envelhecem, morrem e nem sempre conseguem realizar os seus sonhos. Eles deixam algumas sementes de ideias. E novos Quixotes nascem e tomar o lugar daqueles que se vão. Como lemos na letra “ The Impossible dream” “Tentar com os braços exaustos alcançar a estrela inalcançável”. É isso mesmo. Sonhar e batalhar. É sempre amanhã que os sonhos podem ser realizados.

Hoje é só dia de luta.



“E o mundo seria melhor porque um homem desprezado e coberto de cicatrizes
ainda luta com o que resta de sua coragem para alcançar a estrela inalcançável”.


Queridos leitores, existe algo mais “quixotesco” do que isso?

Isabel Furini é escritora e poeta premiada, autora de “Escrevendo crônicas - Dicas e Truques" -Editora Instituto Memória.

quarta-feira, 28 de março de 2012

ONTEM NO PALACETE DOS LEÕES

Ontem, 27 de março, foi o lançamento do livro "Eu quero ser escritor - a crônica", da editora Instituto Memória, de Curitiba. O lançamento foi realizado junto com a exposição "O mundo dos sonhos" de Carlos Zemek.

Amigos, alunos, ex alunos, escritores, jornalistas e outros, prestigiaram o evento.



O jornalista e escritor Eduardo Bettega, a escritora Isabel Furini, e o artista plástico Carlos Zemek.

Foto de Willy Schumann, site: http://www.parana-online.com.br/colunistas/347/91440/

sexta-feira, 23 de março de 2012

O MEDO DA BORBOLETA (Poema infantil)


A dona Borboleta tem um medo
que agita suas antenas...

Você não vai acreditar!
Mas o medo da dona Borboleta
Vermelha
é voltar a ser uma lagarta
e nunca mais poder voar.

quinta-feira, 22 de março de 2012

EU QUERO SER ESCRITOR - LANÇAMENTO



EU QUERO SER ESCRITOR será lançado pela editora Instituto memória em 27 de Março, 19 horas, no Palacete dos Leões, Av. João Gualberto, 530, Curitiba - Entrada franca.
Maiores informações e-mail: isabelfurini@hotmail.com

EU QUERO SER ESCRITOR - A CRÔNICA, de minha autoria, é um livro que analisa esse gênero literário. Suas características, diferença com o conto, trabalho de personagem, o mundo do cronista.

No final do livro "Eu quero ser escritor - crônicas"de Isabel Furini, publicado pela editora Instituto Memória, o leitor encontrará trabalhos de diferentes autores. O artista plástico Carlos Zemek foi um dos autores convidados e escreveu a crônica "No mundo dos sonhos". No evento o público também poderá apreciar a exposição "O mundo dos sonhos" de Carlos Zemek.
Para ver as obras do artista clique aqui

quarta-feira, 21 de março de 2012

O BONDINHO DOS LIVROS (Poema infantil)




O Bondinho dos livros
anda e anda sem parar
escreve belas histórias
que você vai adorar.

O Bondinho é colorido,
o bondinho é engraçado,
leia sempre nosso blogue
e não fique encabulado

de inventar seu próprio conto,
de fazer belos poemas,
porque o Bondinho deseja
que você leia e aprenda.

Poema de Isabel Furini
Ilustração de Willian Lentz

segunda-feira, 19 de março de 2012

OS PATINHOS SAPECAS - Vamos contar até 10 (Poema infantil)

Recomendável: a partir de 3 anos.
Ilustração de Marco Teixeira - do Estúdio Teix.
Texto de Isabel Furini, autora da coleção "Corujinha e os filósofos", editora Bolsa Nacional do Livro. Ministra oficinas e palestras para educadores.
e-mail: isabelfurini@hotmail.com

1
Um patinho
nadava no lago,
veio um outro patinho
e começou a nadar a seu lado.[/size]

1+ 1 = 2

2 - Dois patinhos
nadavam no lago.
Chegou um amigo
e os convidou a navegar
em um barco construído
com papel de jornal.




2 + 1 = 3
3 -Três patinhos
passeavam de barco,
aproximou-se outro patinho
e viu o barco afundando.

3 + 1 = 4

4 - Quatro patinhos
nadavam e riam no lago.
Chegou mais um amigo
com uma bola de plástico.

4 + 1 = 5


5 - Cinco patinhos
brincavam no lago.

A bola vermelha ia e voltava
até cair na cabeça de um outro pato.
O pato estava sentado
num caminhão de brinquedo.


5 + 1 = 6

6 - Seis patinhos riam
e brincavam perto do lago
com um caminhão de brinquedo
que andava para cima e para baixo.

Um patinho voava sozinho,
desceu e os convidou a voar.

6 + 1 = 7

7 - Sete patinhos voavam,
voavam enfileirados sobre o lago.
Pertinho um do outro
e com muito medo de cair.

De repente enxergaram outro pato...
Ele voava rápido, muito rápido.
Bbbuuummm! Bateu nos patinhos
e todos caíram no lago.


7 + 1 = 8

8 - Oito patinhos nadavam no lago.
Um deles reclamou: – Voar é difícil.

– Nossas asas precisam crescer –
disse um patinho marrom,
enquanto se aproximava
brincando com um avião.


8 + 1 = 9

9 - Nove patinhos nadavam,
para frente e para trás.
Um pato cantor se aproximou deles
e disse: – Vamos cantar.


9 + 1 = 10


10 - Dez patinhos cantavam no lago.
Era um coro desafinado.
Uns cantavam baixo, outros alto;
uns cantavam rapidamente, outros, lentamente.
Uns cantavam com som de corneta
e outros cantavam com som de trombeta.


1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10

As mães dos patinhos
escutaram seus filhotes cantar.

Chegaram correndo: Um, dois e três,
quatro, cinco e seis, sete, oito, nove e dez.
– Estão todos aqui! – gritou contente
dona Pata para dona Patona.
Os dez patinhos haviam saído sem avisar
e de castigo foram dormir sem jantar.

1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10

Isabel Furini

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