quarta-feira, 8 de julho de 2026

Puente Nicolás Avellaneda – Circuito turístico ambiental y Museo Carpintero de Ribera en Isla Maciel

Foto de Araceli Otamendi

Textos e fotografias de Araceli Otamendi.

(Buenos Aires)

Hace un tiempo hice el recorrido por el circuito turístico ambiental El puente y sus dos orillas y una visita al Museo Carpintero en Isla Maciel.

El Puente Nicolás Avellaneda une a las dos orillas del Richuelo, la de La Boca y la de Isla Maciel.

El recorrido se puede iniciar desde cualquiera de las dos estaciones de ACUMAR, así pueden contemplarse paisajes poco frecuentes como la vista de la desembocadura del Riachuelo hacia el Río de la Plata desde el Puente Nuevo, con los canales de ingreso al Puerto de Dock Sud y el viejo Puerto Madero, o la vista panorámica de la Vuelta de Rocha de La Boca , observada desde la Isla Maciel, en Avellaneda.

Foto de Araceli Otamendi

El recorrido desde su inicio es explicado y acompañado por una guía.

Foto de Araceli Otamendi

Hice el recorrido escuchando a la guía, íbamos con otras personas. Empieza con el Puente Transbordador Nicolás Avellaneda, inaugurado en 1914 para el cruce de personas y vehículos en una canasta colgante que se desliza sobre el río, dejó de usarse en los años ´60 y en los ´90 intentaron desguazarlo. La comunidad defendió su patrimonio y en 2022, ya restaurado, volvió a funcionar con fines turísticos. Sólo quedan ocho puentes similares en el mundo, siendo éste el único en América Latina.

Fotos de Araceli Otamendi



El puente nuevo, también llamado Nicolás Avellaneda, fue construido en 1940,es carretero y peatonal con dos miradores, El Mirador oeste ofrece una vista general de la Vuelta de Rocha, la Isla Maciel y el Riachuelo. El Mirador Este apunta hacia la desembocadura del Riachuelo en el Río de la Plata y el ingreso al canal del puerto de Dock Sud.

Foto de Araceli Otamendi


El Riachuelo se puede cruzar también en bote. Surgidos a mediados del siglo XIX, han estado presentes hasta ahora, acompañando a la comunidad uniendo las dos orillas y siendo aún una de las formas de cruce más popular, por su rapidez y bajo costo. Se han transformado en un rasgo de identidad de la Isla y del Riachuelo.

Durante el recorrido a través del Puente nuevo Nicolás Avellaneda, se ven pinturas murales, algunas con temas de realismo social, Benito Quinquela Martín, el pintor de La Boca, representado como San Quinquela – que alude a la gentrificación y protección del barrio de La Boca, y al Padre Carlos Mugica.







Fotos de Araceli Otamendi

Al llegar a la Isla Maciel, nos espera otro guía que toma el relevo de la primera guía. Además de la explicación de los lugares que vamos a recorrer, los guías de las dos orillas, nos van informando de las tareas realizadas por el ACUMAR en cuanto a la limpieza del Riachuelo y el saneamiento ambiental, la arquitectura bioclimática, recuperación del agua para riego,  y paneles solares.


El nuevo guía nos lleva por las calles de Isla Maciel mostrándonos las casas de madera y chapa similares a las primeras casas construidas por los inmigrantes italianos en el barrio de La Boca.


Observamos los murales coloridos que han pintado distintos artistas y vamos a un lugar, que funcionó como bar y ahora no tiene clientes. Durante la pandemia de Covid 19 el lugar estuvo cerrado.  Nos atiende la encargada de ese lugar  que  amablemente nos explica que también confecciona ropa para vender. En ese lugar hay una mesa de billar, una barra de bar, una máquina de coser, un perchero con ropa, entre otros objetos.


Foto de Araceli Otamendi




Llegamos al Museo Carpintero de la Ribera, una casa que perteneció al último carpintero de barcos de La Boca y de Isla Maciel. Ahora el hijo, Horacio Eusebi, vecino de la Isla Maciel nos atiende. La casa se puede visitar los días sábados. Generalmente es visitada por turistas argentinos y de diversos países que llegan anhelando conocer historias  y lugares.

Foto de Araceli Otamendi




En la casa funcionó el taller de “Pocho”, el padre de Horacio, considerado el último carpintero de barcos, quien trabajó durante muchos años para transformar esa casa ubicada a dos cuadras del Riachuelo en un museo.

Horacio nos cuenta la historia tanto de su padre como de la casa y de los objetos que alberga. Hay de todo: herramientas que pertenecieron a su padre, una victrola que funciona, una escultura de Carlos Gardel, una máquina manual de lavar ropa, faroles, cuadros, un bote, y muchos más objetos.


De cada uno de esos objetos, Horacio que hace de guía del museo nos cuenta la historia.

Es un museo atípico pero que reúne historias del lugar y de las personas relacionadas con la casa.

Para volver hacia el lado de La Boca, hay que cruzar el Puente nuevo Nicolás Avellaneda, ya que los botes no siempre están funcionando.

 Museo Carpintero de Ribera 

Gral. Las Heras 140 

Isla Maciel

Avellaneda

Provincia de Buenos Aires 

 ig @museocarpinteroderibera 





sexta-feira, 3 de julho de 2026

Livraria iluminada (Poema de Isabel Furini)


 

Livraria iluminada

Isabel Furini


súbito. o espírito do poema 

ergue-se poderoso

e ilumina a livraria

neste mundo de luzes e de sombras

onde tudo é dualidade

as aranha tecem suas teias

e as mulheres rendeiras tecem

com fios finos

visando proteger as almas

e cobrem os livros com migalhas de amor


(Publicado no jornal digital Farol da Poesia, de junho/26)

sexta-feira, 27 de junho de 2025

O relógio com chapéu - Poema infantil de Isabel Furini

Relógio Surrealista - IA do Bing
UM RELÓGIO COM CHAPÉU 

                                Isabel Furini

O relógio era elegante

quería usar um chapéu,

mas não gostava de terno.


O relógio era um filósofo

e com um lápiz e um caderno

queria reflexionar 

sobre o avanço do tempo.


Um segundo, outro segundo,

um minuto, uma hora...

O tempo passa e passa,

mas para mim sempre é agora.


27 de junho de 2025

terça-feira, 26 de novembro de 2024

Isabel Furini: A Sereia cantora - Poema infantil

Imagem gerada pela IA do Bing
A Sereia Cantora

Isabel Furini


Era uma linda sereia

que gostava de cantar.

Suas canções alegravam

todos os bichos do mar.


Mas, num dia de inverno,

a sereia não cantou...

Ela amanheceu afônica,

apoiada em uma rocha.


Triste, ouvia a filarmônica

por um aparelho de rádio

esquecido por um turista

sobre a areia da praia.


Durante cinco dias,

a sereia não cantou.

Tossia de noite e de dia,

até que o polvo, seu amigo,

um xarope lhe deu.


Em um lindo dia de sol,

a sua tosse parou.

E a sereia, muito contente,

deitou-se sobre a areia quente.


Então, ela voltou a cantar

e a encantar os bichos do mar.


sábado, 23 de novembro de 2024

Anseio - Poema de Isabel Furini


 

Anseios 


ângulo raso - ângulo da vida

mente multifacetada

sobreposição de ideias

no alçapão convergem

os caminhos dos sonhos


coração disforme

sonhando com o amor

o amor… esse pássaro ausente


Isabel Furini

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Chuva na janela - Poema de Isabel Furini

 

Poema publicado no jornal Linguagem Viva -Editora: Rosani Abou Adal

Chuva na janela
Isabel Furini

a chuva escorrega pelos  vidros
- cadê o celular?
rapidamente tiro una fotografia
que congela a coreografia
das gotas de água
sobre os vidros da janela do quarto

a chuva escorregará sem pausa
nesse registro fotográfico


**


segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Dia da Fotografia (Poema de Isabel Furini)

Imagem gerada pela IA do Bing



Em 19 de agosto é festejado o Dia da Fotografia.


Dia da Fotografia 

Fotografia é percepção
arrebatamento
torna permanente
o impermanente
registra momentos
da vida

a fotografia artística
valoriza o espaço
quebra limites
realça o pb
ou deixa fluir as cores

uma fotografia pode
convidar a sonhar
ou denunciar
- focar no frutos ou nas raízes

fotografia é a arte do instante
dramatiza, evidencia, embeleza
responsabiliza, denuncia
fotografia é a arte
de sequestrar um momento
e transformá-lo em eterno

Isabel Furini
Acadêmica Fundadora da AVIPAF - Cadeira 1
Patrono: Amado Nervo

quarta-feira, 17 de julho de 2024

O Mundo da Literatura e os Pirilampos de Ouro - Ensaio de Isabel Furini

Imagem gerada pela IA do Bing

Este ensaio visa ajudar os poetas e escritores iniciantes que procuram o seu lugar no mundo da Literatura.

O Mundo da Literatura e os Pirilampos de Ouro:

Durante a pandemia, recebi um e-mail de uma antiga aluna da oficina que ministrei durante 15 anos no Solar do Rosário, em Curitiba, chamada “Como escrever e publicar um livro”. Sempre me alegra receber notícias de antigos alunos, perceber como modificaram, como evoluíram com o tempo. Mas nessa oportunidade, fiquei receosa de responder e ferir o emocional da minha ex-aluna… No e-mail ela comentava, com muita alegria, que uma professora amiga dela lhe disse: “Você é a melhor poeta viva do Paraná!”. Minha ex-aluna me perguntava o que eu pensava… Era ela, realmente, a melhor poeta viva do Paraná? 

No primeiro momento fiquei sem respiração. Perguntei-me como uma professora pôde lançar uma frase tão poderosa e tão irresponsável como essa! 

Lembrei de uma frase do livro A Voz do Silêncio, de Helena P. Blavatsky: “Antes que a Alma possa ouvir, o discípulo tem de se tornar surdo (...) aos gritos dos elefantes em fúria como ao sussurro prateado do pirilampo de ouro.”

Li, pela primeira vez esse livro quando tinha 19 anos. O impacto foi tão profundo, e a beleza das metáforas revelavam tanta sabedoria, que repeti a leitura muitas vezes. É um livro inesgotável. Gostei muito quando nos orienta no sentido de não se deixar levar pelas vozes de crítica, nem pelos aplausos.

Minha ex-aluna, para seguir em frente, deveria vencer um murmúrio agradável aos ouvidos, uma mentira encantadora. O elogio não começava com “para mim”, como, por exemplo, expressam os apaixonados: “Para mim, você é a mais linda do mundo!”. A moça sabe que não é a mais linda do mundo, mas entende que para ele, na visão dele, ela é a mais linda.

Nesse caso, eu senti medo de responder. Não queria ferir os sentimentos de minha ex-aluna, mas também não poderia mentir para ela. Como dizer a uma poeta: “Você ainda está longe de ser a melhor do Paraná, pois há muitos poetas excelentes.”.

Escrevi: A melhor poeta do Paraná? Você pensa que é melhor que Luci Collin, Antonio Thadeu Wojciechowski, Alice Ruiz, Miguel Sanches Neto, Jussara Salazar, Ricardo Corona, Barbara Lia, Célia Musilli, Estrela Leminski, Leopoldo Comitti, Etel Frota, Adriano Smaniotto, Adélia Maria Woellner e tantos outros poetas maravilhosos cujos nomes fogem de minha mente neste momento, mas sei que tem muitos mais… muitos. E imediatamente deletei o parágrafo. Poetas são seres sensíveis, não é bom ferir a alma de alguém que está sendo iludido.

Pensei que minha resposta não poderia ser “sim”, nem “não”. A abordagem deveria ser suave. Mas como deixar claro que ela não era a melhor, nem uma das melhores do Paraná, sem dilacerar os sonhos dela?

O problema é que se alguém acredita ser o melhor na sua área, não vai crescer mais,  achando que por estar no topo não precisa melhorar. Alguns pensam que um elogio só traz benefícios. Geralmente pode ajudar, mas um elogio falso tem o poder de  destruir um ser humano. 

Em uma das oficinas que ministrei em 2008 ou 2009, lembro de uma aluna que escrevia muito bem. Ela realmente se destacava, e um dos colegas nutria uma admiração exagerada pelo estilo literário da jovem. O administrador de empresas, inexperiente na área de Literatura, pensava que ela seria a próxima Clarice Lispector. Lembro-me que entraram em um grupo literário da internet (nessa época tinha bem menos grupos literários virtuais que hoje), e eu também fazia parte desse grupo. Ele apresentou um conto da menina elogiando exageradamente o texto, dizendo que ela era um talento e que quando publicasse o primeiro livro, com certeza, seria reconhecida no país, talvez até internacionalmente. As críticas dos membros do grupo foram aparecendo, todas negativas. Um criticou a falta de diálogos. Outro, achou as descrições detalhadas demais e cansativas, um outro não gostava de adjetivos e considerou que a narrativa ficou comprometida pois foram usados muitos adjetivos, e teve até um contista, que havia recebido vários prêmios, que caçoou da “próxima Clarice”!

No dia seguinte vi que a postagem havia sido deletada. Ela não voltou para aulas. Soube por outro aluno, que ela havia ficado muito deprimida, pois não esperava críticas negativas… Senti pena dela. O rapaz tentou colocar o trabalho dela em evidência, mas de maneira grandiloquente, e desta forma “os gritos de elefantes” foram mais fortes que os doces murmúrios dos pirilampos de ouro.

Honestamente, ensaiei várias respostas para o e-mail de minha ex-aluna. Então, decidi não dar opinião, mas dar orientações para que ela mesma pudesse entender que é muito difícil o caminho literário. Listei alguns dos sinais que poderiam ajudá-la a analisar o caminho que estava percorrendo. 

Alguns autores crescem e são chamados por grandes editoras para publicar seus livros; outros percebem que cresceram quando ganham prêmios importantes no Brasil ou no exterior; e alguns têm a alegria de ver seus livros analisados em teses de graduação, mestrado ou doutorado, ou seja, suas obras estão sendo estudadas.

Dias depois recebi um e-mail no qual a minha aluna se lamentava de ter-me enviado o primeiro e-mail, reconhecendo que seria arrogância pensar que era a melhor poeta do Paraná. Havia ganho alguns concursos literários, mas nunca recebera um prêmio importante. Nunca havia sido chamado por uma editora, e seus livros nunca haviam sido  objeto de nenhuma tese universitária. Ela mesma havia concluído que tinha muito a percorrer no caminho da literatura.

Ela falou isso para aquela professora-pirilampo, e a professora disse que a considerava a melhor poeta do Paraná, ainda que não fosse reconhecida, e que muitos artistas só foram reconhecidos depois que faleceram. Isso é verdade, mas não podemos esquecer que  reconhecimento depois da morte é uma exceção. 

O sonho de muitos poetas é chegar ao topo. Penso que também é importante o caminho. Penso também como a poesia entra e se instala na alma, como nos ajuda a viver, a suportar as tormentas. No meu caso, a poesia salvou a minha vida – literalmente. E ouvi muitas pessoas dizerem que a poesia as ajuda a viver, a preencher as horas de solidão, a vencer a depressão, a expressar amor. Ela nos permite revelar conteúdos desconhecidos do inconsciente. A poesia é uma parte oculta de nossa alma, está dentro de nós. Talvez o mais importante não seja ser o melhor poeta de nosso estado, do país, ou quiçá do mundo. Talvez, o mais importante seja simplesmente SER POETA.

Isabel Furini é poeta, escritora e palestrante, autora do livro de poemas “Dançando entre as estrelas”.

Contato: isabelfurini@hotmail.com


sábado, 8 de junho de 2024

O sonho do alfaiate (Poema infantil de Isabel Furini)

 

Imagem gerada pela IA do Bing

O sonho do alfaiate

Era uma casa de chocolate,
todos achavam um disparate
ter pirulitos pelo jardim.

Era o dono um alfaiate.
Ele sonhava ser confeiteiro,
a esposa brigava o dia inteiro.

Ela sempre dizia: Mário,
Pegue tesouras, fios e agulhas.
Você trabalha com vestuário!

Vivia triste e amargurado,
o coitado do senhor Mário.
Até que um dia teve coragem…

Mário deixou a alfaiataria
para sua querida sobrinha
e abriu uma confeitaria.

Fazia bolos de chocolate,
de creme, de milho e de morango.
Vendia cookies e bolos veganos.

Sentia-se muito feliz, seu Mário.
Com amor doces e salgados fazia
e tinha uma boa freguesia.

Isabel Furini

segunda-feira, 20 de maio de 2024

Dia das abelhas (Poema de Isabel Furini)

 

Imagem gerada pela IA do Bing

Dia das abelhas


Abelhinha, abelhinha.

Falo com o coração:

-Você é muito querida!

Visita as flores,

produz o mel

e faz polinização.

Felicidades em seu dia!

domingo, 19 de maio de 2024

O sapato voador (Poema de Isabel Furini)

 

Imagem gerada pelo IA do Bing

O sapato voador


Eu vou contar a história

desse estranho sapato.

Um idoso comprou sapatos

e ele vivia feliz, até que no muro

começou a chorar um gato.


O velhaco ficou raivoso

e arremessou um sapato.

Rapidamente pulou o gato

e caiu em um buraco.


O sapato foi levado pela ventania,

elevou-se sobre as nuvens

e ficou voando perto dos guarda-chuvas,

da chaleira, dos relógios, dos peixes

e de pessoas estranhas, clonadas 

por um cientista maluco.


Por fim, o sapato caiu na terra

e um relojeiro o encontrou

e fez um relógio cuco.


Isabel Furini

sábado, 18 de maio de 2024

O jardim da avó - Poema infantil de Isabel Furini

Imagem gerada pela IA do Bing

 

O JARDIM DA AVÓ


Lembro-me do jardim da avó...

Muitas plantas, muitas flores,

sem sofisticação,

mas com beleza e amor.


Anémonas, cravos, margaridas

dálias, hortênsias, papoulas…

Era um jardim colorido,

visitado pelas abelhas.


Eram milhares de abelhas

que todos os anos invadiam

o jardim, que tinha cheiro

de anêmonas e de jasmins.


E eu não achava que a vó era velha,

para mim, ela era uma flor,

pois onde reina o amor

os olhos enxergam beleza.

Isabel Furini


terça-feira, 30 de abril de 2024

O que é Poesia? II - Poema de Isabel Furini

Imagem gerada pela IA do Bing

O que é Poesia? 

II


será ventania

ou vulcão em erupção?


a Poesia pode emanar 

a fragrância da rosa

mas é feroz e ardilosa


poesia é uma faca enferrujada

perfurando

o coração da noite


Isabel Furini

sexta-feira, 19 de abril de 2024

Tique-Taque - Poema infantil de Isabel Furini



Relógio - Imagem gerada pela IA do Bing

Tique-taque


O relógio é um senhor

que aparenta seriedade.

Ele tem um bigodão

e um chapéu cor marrom.


Ele não fala com ninguém.

Só repete incansavelmente

esse som: tique-taque

tique-taque, tique-taque.


Permanece muito quieto

encostado na parede da sala.

Quando o panda de cerâmica

fala: - Bom dia, senhor Relógio.


Ele responde: - Tique-taque.

A boneca de cristal

pergunta sem pestanejar:

- Você não sabe falar?


E o relógio só responde:

- Tique-taque, tique-taque.


Isabel Furini

terça-feira, 16 de abril de 2024

Lendas indígenas (Poema infantil de Isabel Furini)

Imagem gerada pela IA do Bing

Em 19 de abril é festejado o Dia dos Povos indígenas.

Lendas indígenas


Milhares de histórias

dos Tupi, Guaranís, Xingus

Yanomamis, Kaiowás

de outras tribos.


Lendas da Iara, do Curupira,

do Saci Pereré, da cobra Boitatá

da mandioca, do guaraná.


Curupira é protetor das floresta,

Boitatá é uma cobra de fogo,

Iara é uma bela sereia.


Saci Pereré é um garoto negro

(lenda dos índios guaraní).

O Saci só possui uma perna. 


Ele agitado, travesso

e usa gorro vermelho.

Lindas histórias para contar

e prestigiar a Literatura indígena.


Isabel Furini

sexta-feira, 29 de março de 2024

Ovos de Chocolate - Poema infantil de Isabel Furini

Imagem gerada pela IA do Bing
I
O Coelhinho da Páscoa
Dá um ovo para o Jacaré.
O Jacaré contente
Dança sobre dois pés.

Mas logo ele se cansa
E volta para o rio.
As águas estão mansas
E o Jacaré descansa.

II
O Coelho dá cinco ovos
Para a mamãe Gansa.
Os filhotes ficam contentes
Mas eles não têm dentes.

Como comerão os ovos?
Dona Gansa é prudente.
Ela vai até a sua casa
E volta com um lindo pote.

Ovos de Páscoa e água
A Gansa coloca no pote.
Quando amolece o chocolate
Ela dá para seus filhotes.

Isabel Furini
Contato: isabelfurini@hotmail.com

terça-feira, 12 de março de 2024

Indagaçãoes metafísicas (Poema de Isabel Furini)

 

Imagem gerada pela IA do Bing

Indagações metafísicas

                         Isabel Furini

arrastrados pelo tempo

arrogantes faraós nunca driblaram

a morte

tiveram a mesma sorte 

que os vassalos que desprezavam

mas criaram rituais sofisticados

e se imaginaram eternos

como as longínquas estrelas

que também colapsam e morrem

pois a vida é jogo da amarelinha

cedo ou tarde, termina

mas outro jogo inicia e outro e outro

(infinitamente infinito)

perguntam-se os metafísicos

além das cortinas de matéria e antimatéria

estará Deus com seus anjos amando este universo?

ou Deus e seus anjos perversos 

contemplam indiferentes

enquanto tantos seres reclamam do destino adverso?

ou será a realidade um fascinante multiverso?

domingo, 18 de fevereiro de 2024

O Guarda-chuva azul - Poema infantil de Isabel Furini

Imagem gerada pela IA do Bing

O Guarda-chuva azul

Na chuva,

um guarda-chuva azul

voa pela rua

e saúda à Lua.

Uma criança,

com esperança,

corre atrás do guarda-chuva

que dança

no jardim da pequena casa,

no fim da rua.


Isabel Furini

E-mail: isabelfurini@hotmail.com

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